Papos Diversos

Dilema de mãe

No finalzinho do nosso fim de semana, que já havia sofrido várias turbulências do tipo que rola quando resolvemos almoçar no shopping com um sonolento de 2 anos, me vi diante de um pequeno dilema.
Meu marido teria um compromisso à noite, de cerca de duas horas, e eu poderia acompanhá-lo, se quisesse. Mas queria muito voltar pra casa e aproveitar mais um tempinho com meu filho antes que o fim de semana acabasse de vez. Afinal, na manhã seguinte eu iria trabalhar cedo. Geralmente saio de casa com ele ainda dormindo. Então, queria espremer cada gotinha do domingo para passar o máximo de tempo possível com ele.
Bem, mas qual o dilema?
Meu marido também precisa da minha atenção. Penso que mais do que de qualquer outra pessoa. E, sejamos francas, por mais que a gente não queira e saiba que não deve etc etc, na prática, quando temos filhos pequenos (não sei como é quando são grandes…ainda vou chegar lá), toda nossa atenção e mais um pouco é toda pra eles. É inconsciente. É consequência. Mas é inconsequente.
Antes de ter filho, lembro de conversar muito sobre isso com uma grande amiga que estava recém-mãe. Destacava sempre pra ela que o marido deveria vir em primeiro lugar e que ela não deveria deixá-lo de escanteio.
Hoje eu vivo a situação que ela viveu. Vivo não, estou vivendo há 2 anos e 4 meses. Embora agora tenha ainda mais certeza de que aquele era um bom conselho é diferente tentar colocá-lo na prática. É muito difícil!
Ontem à noite me vi assim: coração partido por perder duas horas que poderia estar com meu filho antes que o turbilhão da semana começasse; ou, deixar meu marido sem minha companhia durante duas horas antes que o turbilhão da semana começasse.
Sabe o que é, a gente olha os homens e, porque são todos machões, marrentos, fazem aquela voz de bravo, parece que eles não estão nem aí. Que querem mais é que a gente enfie a cabeça nos meninos mesmo e deixe eles em paz pra assistir o jornal. Mas temo que esta não seja toda a verdade. Maridos são como meninos crescidos. Não é difícil perceber. Apenas tente se sentir na pele dele. Não preciso entrar em detalhes. Faça isso e vai entender todo o resto.
Como este assunto é bem mais profundo, vou encerrar contando qual foi minha decisão ontem.
Considerando que ainda melhor do que minha companhia durante mais um tempo no fim de semana seria, para meu filho, estar junto com os pais num ambiente harmonioso e amoroso, acompanhei meu marido em seu compromisso e desfrutei de um tempo na companhia dele, que ainda é muito boa e importante pra mim também, mesmo que às vezes eu não perceba mais o quanto! E quando chegamos em casa, pudemos os dois abraçar nosso filho num abraço real de três, em vez de um abraço de dois, só de mãe e filho. Ou um abraço de três, só de pai, mãe e filho. Mas foi um abraço do casal, marido e mulher que se amam e precisam um do outro, e seu filho.

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