Papos Diversos

Voltando ao trabalho

 

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Fonte:https://pt.dreamstime.com

 

Deve ser maravilhoso não precisar trabalhar enquanto os filhos são pequenos. Deve ser muito bom poder optar. Infelizmente, nos dias de hoje, em nosso país, isso é um sonho para a maioria.

Nunca é demais repetir que os posts deste blog não se destinam a críticas. Digo isso porque sei que há, sim, muitas mães que não sentem esse peso da volta ao trabalho. Quando eu estava de licença maternidade, participava de um grupo no Whats, só de mães grávidas e recém paridas. Conheci uma mãe que estava ansiosa para voltar a trabalhar, com saudades do trabalho porque ela gostava muito do que fazia. Existem muitas como ela.  Nada que eu vou escrever aqui será uma crítica velada, indireta ou qualquer coisa parecida a essas colegas de maternidade. Sabem o que penso? Cada um com sua cruz, cada um com seu fardo. Se eu não posso aliviar o fardo de outro, também não vou colocar mais peso sobre ele. Dito isto, esqueçamos completamente as situações diferentes da que vamos tratar aqui e vamos às mães que sofrem com a volta ao trampo!

Eu acho que usar a palavra sentimento de culpa aqui chega a ser redundante, pois, como bem disse um sábio,  com a mãe nasce a culpa.

Eu estou com 41 anos e trabalho, formalmente, desde os 18. Passei no primeiro concurso público com 17 e, obviamente, não tomei posse. Lembro de vender coisas e tentar fazer dinheiro de qualquer forma honesta desde os 14. Nunca pensei em não trabalhar. Nunca me imaginei não trabalhando.

Mas, como o mundo é redondo por alguma razão – segundo meu colega Freitas – eis-me aqui hoje pedindo a Deus que meu marido fique rico e eu possa ficar em casa criando nosso filho.

Retrógrada? Que seja. Eu queria mesmo.

Hoje, nada pra mim é mais emocionante, empolgante, envolvente, satisfatório, compensador e tudo mais que vocês imaginarem aí, do que observar o crescimento de Daniel e intervir nele ativamente. Eu faço isso quando volto do trabalho e fico com ele, mas queria passar mais tempo fazendo isso, entende?

Deus me deu um presente. É mais um bálsamo mesmo rsrs, que é a minha mãe,  porque Ele devia saber que eu não suportaria de outra forma. Minha mãe toma conta do meu filho enquanto eu trabalho e isso diminui o problema,  porque eu não tenho preocupação com os cuidados que ele vai receber na minha ausência. Ela cuida dele melhor do que eu!

Então não é preocupação que me incomoda. Eu queria mesmo era poder estar perto em todos os momentos nessa fase de descobertas, até porque vai chegar o famigerado dia em que ele vai bater asas e voar. Aí eu não vou mais acompanhar tão de perto.  Pois é pensando, também, nestes dias que eu desejo ficar mais perto agora. Quando ele for senhor de si, quero que ele lembre de tudo o que eu ensinei nos bons e nos maus momentos que passamos juntos. Sim, maus momentos. Nem tudo são flores na maternidade, não!  Descobri isso no tapa, mas é assunto pra outra hora.

Então, como pra chorar e se lamentar basta um, vamos tentar pensar em formas de minimizar a situação. O que faço aqui em casa:

  • Não divido atenção com celular ou televisão;
  • Logo que chego, não divido atenção nem com minha mãe. A atenção inicial é toda pra ele. Depois de um tempo é que vou começando a interagir com ela;
  • Pergunto a ele tudo o que fez no dia;
  • Ouço atentamente tudo o que ele fala, tento entender tudo.
  • Mantenho o olhar nele, enquanto brincamos ou falamos;
  • Olho nos olhos quando ele fala comigo e quando respondo;
  • Procuro manter um sorriso ao falar ou brincar com ele, como mais uma forma de demonstrar para ele meu prazer por aquele momento juntos;
  • Às vezes, vou direto pro tapete brincar com ele, nem troco de roupa, e deixo ele escolher a brincadeira;
  • Conto a ele algo simples do meu dia e digo o quanto sinto saudades enquanto estou fora;
  • Faço questão de assumir os cuidados com ele quando estou em casa, não só para dar descanso a minha mãe. É , também, para eu mesma ter esse momento de cuidar dele e para ele se sentir cuidado pela mãe. Acho importante isso;
  • Mantenho muito contato físico. Beijo, abraço, acaricio. Acho importante também.

Muitas destas dicas eu absorvi em leituras, outras, aprendi com meu filho mesmo, observando ele e percebendo o que funciona. Deixo essas sugestões simples como algo que testo na prática e vejo os resultados. E vou deixar para um outro post a parte teórica de tudo isso – as referências e as explicações dos estudiosos sobre a importância de determinados comportamentos  e de que forma elas impactam na experiência de vida de nossos filhos.

Se você voltou ou vai voltar a trabalhar, respire fundo e vá em frente. Experimente as dicas e desenvolva as suas, personalize tudo. Cada criança é diferente e cada mãe também.

Boa sorte!

Bjos!

2 comentários em “Voltando ao trabalho”

  1. Parabéns pelo blog e o assunto é complexo mesmo.
    Eu temia a volta ao trabalho porque sempre ouvia que era terrível, mas comigo foi super tranquilo. Também confio na pessoa que toma conta dele, no caso a tia.
    Deixei ele já comendo frutinhas e almoçando e com meu leitinho como sobremesa.
    Gosto de estar no trabalho, mas quando chego o tempinho é dele.

    Curtido por 1 pessoa

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