Papos Diversos

Bagunce sua cabeça!

Oi, pessoal!

Uma amiga me enviou um comentário, via zap, sobre o post da bagunça. Refletindo um pouco nas palavras dela, senti necessidade de dar mais ênfase a alguns pontos que, talvez, tenham ficado meio apagados e deixado uma pulga atrás da orelha de algumas mães.

Aquele post não é uma ode à desordem e à bagunça. Não se trata, também, de uma opção resiliente à falta de disciplina das crianças, tampouco, trata das dificuldades que nós, mamães, enfrentamos para manter a casa em perfeito estado enquanto os filhos crescem. Nada disso. É muito mais um convite à mudança de prioridades ou, pelo menos, à avaliação delas. Sim, existem muitos meios de mantermos a casa em ordem, afinal, somos os adultos e temos meios de fazer com que as crianças se submetam ao nosso querer. Mas não é esse o tema do post, não é esse âmago da questão. Devemos, antes, nos perguntar a que preço vamos alcançar nosso intento. Vamos exemplificar? Você e eu, típicas senhoras organizadinhas, damos um duro pra deixar tudo limpo e no lugar o dia inteiro. E somos muito bem sucedidas em manter nossos filhos em obediência absoluta. Eles não tiram nada do lugar, não sujam, não bagunçam. Ótimo, né? Mas, ninguém é de ferro e criança é criança. Lá uma hora, alguém esbarra em algo ou derrama um suco ou se esquece das normas e rasga uma revista ou, pior ainda, lembra das normas, mas a curiosidade pra saber o que acontece se puxar a toalha da mesa com tudo em cima é maior!! Pronto! Começa a terceira guerra! É ou não é?

O que tô querendo dizer é que é muito difícil ter essa meta da arrumação impecável e manter a calma ao mesmo tempo, principalmente, se temos crianças pequenas em casa. Hora ou outra algo sai do prumo e você vê todo o seu esforço indo por água abaixo e dá vontade de esganar um! Aí tem toda aquela cena de estresse, reclamação e a correria pra “consertar” tudo depressa. Fico imaginando a cara de uma criança enquanto assiste a mamãe nessa hora…E todas nós (creio eu), de vez em quando, protagonizamos um espetáculo desses! E, meu povo, não é legal. Sério mesmo. A sensação que bate depois que o sangue esfria e o replay do ataque de nervos passa na sua cabeça… aff! Eu me sinto estúpida.

Então, onde vamos parar com tudo isso? Mudança de prioridades. Simples. Se o bom aspecto da casa é (um mal) necessário mas não é mais importante do que o desenvolvimento do seu filho, dificilmente você vai se aborrecer porque algo saiu do lugar ou, até mesmo, se quebrou. Você continua organizando sua casa mss entende que todas essas coisas passam e quase tudo pode ser substituído  numa casa. Mas as lembranças do seu filho não. Tudo que está na casa é material mas não o aprendizado dele; as descobertas que surgem quando a curiosidade tem livre vazão; o conhecimento que advém da experimentação; o prazer de estar em seu próprio espaço e poder se sentir à vontade. Você não precisa fazer de sua casa um picadeiro de circo nem um quartel militar (sem agravos, apenas cada coisa em seu lugar), só precisar equilibrar. Mas, pra isso dar certo na casa, tem que  dar primeiro na cabeça. Bagunça ela!

Será que sou liberal demais? O que você pensa sobre isso? Deixe um comentário pra mim e para que as outras mamães também possam ler e compartilhar suas opiniões!

E não esqueçam: essa semana tem mais papo sobre o desenvolvimento da fala dos pequenos!

Bjos!

 

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