Geral, Papos Diversos

Como estou educando meu filho?

Como vão vocês?

Espero que estejam todas bem e cheias de dúvidas como eu rsrs…brincadeira. É que quando o assunto é educar as crianças não existe segurança absoluta. Pelo menos para a maioria de nós, que ainda segue buscando um norte.

Bem, queria dizer que encontrei a solução para os nossos problemas mas não é assim. Porém,  tenho encontrado ótimas luzes no fim do túnel e a mais recente delas vem do livro “Educando Infantes – como criar filhos  de 2 a 3 anos”, de Gary Ezzo e Robert Bucknam. Preciso confessar e logo avisar às interessadas que é um livro bastante desafiador. Por bastante entendam muito além do que você imagina e do que eu gostaria que fosse!!

O fato é que li coisas com as quais já estou desacostumada nos dias de hoje e me senti frontalmente ofendida; julgada e condenada!  Exagero é?! Vai ler o livro e depois me conta…

Assim se resume meu primeiro contato com o livro, muitos meses atrás, e o segundo, recentemente, até a metade da leitura.  Mas, em algum momento, como que umas escamas caíram dos meus olhos e eu comecei a enxergar que o livro trata de tudo o que eu acreditava ser verdadeiro,  útil e eficaz sobre a educação de crianças pequenas, até meu filho nascer! Como assim? É que falar é muito mais fácil que fazer. Mas isso não quer dizer que o que tem que ser feito não deve mais ser feito; não invalida verdades.

A leitura e meditação menos na defensiva abriu meus olhos.

Quero chamar atenção para algumas “descobertas” que me saltaram aos olhos e deixaram suas marcas em minha conduta.

1. Somos pais e isso nos faz responsáveis pela educação de nossos filhos. Prepará-los para a vida é um dever, não uma opção.

2. Não precisamos pedir licença aos filhos para ensiná-los no caminho em que devem seguir. Uma criança de 2 anos ainda não tem senso moral desenvolvido. Cabe a nós orientá-lá quanto ao que é certo e errado.

3. Corrigir uma criança não é maldade contra ela. Maldade é privá-la da orientação que lhe prepare para enfrentar melhor os desafios da vida como ela é.

4. Como pais, temos o papel de orientar nosso filhos em três áreas: habilidades para a vida; saúde e segurança; e conduta moral.

5. É impossível não haver conflitos com um infante pois o desejo dele é movido apenas por sua vontade inconsequente e o seu, como pai responsável, é movido por seus objetivos que, frequentemente, são opostos à vontade da criança, pois ponderam as consequências de um ato, algo fora do alcance de uma criança.

6. Sendo assim o conflito, nestas circunstâncias, não é necessariamente mau. Antes, é uma oportunidade de incutir os valores morais que você deseja que ele assimile.

7. Isso nos leva a algo muito importante: o porque de você fazer o que faz, de educar como educa. Os autores apresentam uma fórmula muito simples: C  +  o = P, onde “C” são suas crenças pessoais e “o” são seus objetivos. A soma dos dois leva ao “porque” das suas condutas como pai/mãe educador. Ter consciência disso ajuda a nos mantermos firmes na direção que escolhemos.

Para concluir, dias atrás vi uma cena num parque que me fez pensar. Após algum tempo observando seu filho numa brincadeira animada com outra criança, a mãe se levantou pesarosa e suspirou, dizendo: “Agora é que vai ser difícil tirar esse menino daí.” Eu vi aquela colega de maternidade caminhando como se fosse para o matadouro. Pude sentir a tensão em cada músculo e nervo de seu corpo. Sabe quem eu vi ali? Eu! Quantas vezes fui na direção de meu filho com essa mesma postura para tentar trocar sua fralda! !!! E, acho que ninguém é tolo de pensar que uma criança de 2 anos e pouco não é capaz de perceber isso…. E que benefício isso traz para as crianças? Perceber que têm o controle de suas próprias mães em coisas tão mínimas?!

Mas a boa notícia é que não tem que ser assim! Podemos respirar aliviadas pois o controle da situação é nosso e, ao contrário do que se possa imaginar num primeiro instante, isso não desagrada às crianças mas, faz com que se sintam mais seguras pois, de alguma forma, sabem que alguém está a postos para livrá-las delas mesmas.

Ainda não acabei de ler o livro mas estou bem impressionada, também, devido ao progresso que já fizemos em casa. Nada digno de nota ainda mas, para quem está num barco à deriva, farol é terra firme!

Ainda vamos falar sobre esse livro por aqui. 😉

Bjos!

 

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2 comentários em “Como estou educando meu filho?”

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