Educação Domiciliar, Papos Diversos

Colocando em prática a leitura para os pequenos!

Quando começamos a ler O Pequeno Fazendeiro, Dan pareceu estranhar um pouco a atividade, como se não entendesse bem porque estávamos fazendo aquilo ou como ele deveria se comportar. Ou isso, ou a história não havia agradado. Depois começou a se interessar um pouco e dar risada de Almanzo tentando amansar os bezerros, mas não fomos muito além disso. Para minha surpresa,  na hora de dormir, em vez de pedir a história do dragão Verdinho (nossa criação conjunta) ele pediu a história do fazendeiro Almanzo e dos bezerros que ele ia amansar! Rsrs! Achei muito hilário o jeito como ele falou. E assim eu percebi que ele estava prestando atenção na história e que ela tinha significado algo pra ele, embora desde esse dia eu não tenha conseguido ler O Pequeno Fazendeiro pra ele de novo.

Então, quando os outros livros chegaram, resolvi dar um tempo no Almanzo de Laura Ingalls e partir para uma nova história.  Aderbal e o Dragão fizeram sucesso, como eu esperava. Mas foi além! Ele interagiu muito com a narrativa, colocando sua própria imaginação no enredo e associando alguns trechos a outras histórias que tinha assistido (sobre isso falamos depois). Achei fantástico e, se não tivesse escutado um pouco antes o Chico dos Bonecos falando sobre a forma como as crianças pequenas se concentram para ouvir histórias, teria ficado desapontada com o comportamento dele após alguns minutos.  Ele pulava e jogava os travesseiros pra lá e pra cá (estávamos na minha cama), mas não queria que eu parasse a leitura. Assim, de posse desse entendimento, prossegui até quase o fim do segundo capítulo, quando eu mesma comecei a duvidar da produtividade da atividade dali em diante.

Isso nos levou a outra brincadeira, ainda na minha cama, quando eu peguei os livros dele e comecei a escrever neles seu nome completo, indicando a propriedade. Mostrei a ele o livro de Almanzo com seu nome já escrito e frisei que aquele era seu primeiro livro de literatura. O que me fez lembrar do meu querido Memórias de um Cabo de Vassoura! Então saímos depressa para a sala a fim de encontrá-lo no armário dos livros. E lá estava! Sabia que não tinha me desfeito dele! Mostrei a Daniel e disse que aquele havia sido o primeiro livro da mamãe e que agora seria dele também. E escrevi o nome dele abaixo de onde estava escrito o meu. Não sei bem quanto disso tudo é absorvido pela criança mas não tenho dúvidas que algo de positivo é, sim, absorvido.

Dessa atividade de nomear os livros passamos a escrita. Ele quis um lápis pra desenhar também. Entreguei o meu a ele e busquei outro pra mim, e continuei colocando o nome dele nos livros (encontrei mais alguns no armário, da série O Leão,  a Feiticeira e o Guarda-Roupa, de C.S.Lewis). Dei a ele os livrinhos para alfabetizar que compramos numa feira literária há pouco tempo e ficamos gostosamente na cama fazendo cada um os seus rabiscos. Para mim foi um momento emocionante! Rs! E pra ele, se nenhum outro benefício tiver, será, no mínimo, mais uma boa memória para reviver.

Bjos a todas!

Boas leituras!

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