Conta a sua história, Papos Diversos

Desabafo de mãe

Olá, mamães!

Vou fazer uma pausa no assunto polêmico e desabafar! Que fim de semana!! Sabe aqueles dias perfeitos em que a criança se comporta direitinho, come tudo sem queixa,  dorme nos horários certos, fica super bem humorada,  faz tudo o que você diz e ainda com um sorriso no rosto, os passeios são ótimos e você não passa nenhuma vergonha na frente de estranhos? Pois é. Agora pense no oposto de tudo isso aí … é o retrato do nosso fim de semana!

O pequeno  parece que tirou esses dois dias pra testar a paciência do pai e a minha. Aí, depois de passar a semana inteira trabalhando e ansiando pelo final de semana pra poder ficar perto do sujeitinho e fazer coisas juntos, ele apronta essa. Nós tínhamos um plano mas ele tinha outro!

É incrível como justo nesses dias aparecem até os conselheiros de plantão  (não requisitados), que não te conhecem nem sabem de sua luta, não sabem que você está desde às 6h da manhã labutando com uma criança que está agindo com tolices – na definição de Gary Ezzo é o “desafio franco e intencional”, (EZZO, 2012) diferente da criancice -, e chegam cheios de críticas às suas decisões. E pior: fazem isso na frente do pequeno monstrinho que está tentando te dominar no grito (literalmente)!

E aí?  O que é que faz num dia assim?! Senta e chora?

Comecei a escrever este post no olho do furacão. Agora que estou concluindo ele estamos já no meio da semana. E vou contar o que fizemos. Demos um tempo pra ele e pra nós também. Saímos da rota de colisão,  simples assim. Deixamos nosso fofinho aos cuidados da vovó e fomos bater perna. Espairecer. E sair de cima dele porque já estava sufocante tanta correção e reprimenda antes da metade do dia!

Foi isso. Jogamos a toalha por algumas horas e voltamos prontos pra recomeçar. Ele nem perguntou por nós durante nossa ausência. Mas na hora de dormir fez tanto denguinho e chamego que parecia ter entendido que ele também teve sua parcela de responsabilidade no mal-estar do nosso dia. E repetia “a mamãe ama eu”. E eu confirmava com entusiasmo!

Apesar de todo estresse que envolveu o dia e das inúmeras correções,  o sentimento de ser amado permaneceu. Não se perdeu por causa das repreensões. Todo mundo preferia ter passado o dia de outra forma mas aprendemos com o episódio.

Essas palavras de Ezzo me confortam e encerram este desabafo:

Conflitos com seu infante virão. Todavia, não é uma questão de encontrar o equilíbrio moral entre dois pontos de vista expressos de forma diversa (do pai e do infante), mas sim na educação e na insistência em um modo de vida que tem significado para a mãe (e) o pai[…] EZZO, 2012, pág 86.

Bjos e espero que esse relato tenha feito você se sentir menos só no mundo das surpresas da maternidade.

 

Referências:
EZZO, Gary e BUCKNAM, Robert. Educando Infantes – como criar filhos  de 2 a 3 anos. 1a edição. São Paulo: Universidade da Família, 2012: São Paulo.

5 comentários em “Desabafo de mãe”

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