De Gênesis a Apocalipse, Mãe Esposa

Mãe esposa

Meninas, preciso confessar que quando comecei a planejar este post – inaugurando uma nova categoria aqui no blog – tinha outra coisa em mente. Bem diferente… Mas percebo, a cada dia, que o blog tem vida própria, como as cidades (esta é a Urbanista em mim falando). E vou seguir com o plano inicial deixando rolar o que rolar, pois a proposta aqui é vida real. E o que tá rolando, no momento, é mais ou menos assim…

É enorme a quantidade de mães com bebês até os dois ou três anos de idade (que ouvi até agora) que se queixam de crise no casamentos. Incrível a quantidade de vezes que ouço falar em divórcio, nesse contexto, como solução para os problemas. Não são poucos, também, os divórcios que se concretizam.

Como são difíceis esses primeiros anos, depois que nos tornamos pais e mães! Como é difícil administrar a nova vida e manter um casamento saudável! Como o casamento sofre nessa fase! O primeiro ano talvez seja o mais difícil. Estamos no terceiro ano,  quase entrando no quarto e, para nós, o primeiro foi bem difícil (embora agora não esteja fácil). É como num jogo de vídeo game (é assim que chama hoje?… sou do tempo do Atari) – vai mudando de fase! Mas, aí, não sei se a gente já vai ficando mais tarimbado um pouquinho ou se o tipo de dificuldade é mais fácil (perdão, menos difícil) de lidar.

Não é fácil ter filhos. E não há nada mais maravilhoso, também! Simplesmente indescritível, não há nada a que se possa comparar – nenhuma alegria, nenhuma emoção. Porém, ninguém avisa aos casais sobre a tempestade que está prestes desabar depois que um bebê adorável chega. Talvez por receio de ser mal interpretado e por vergonha de ser julgado cruel, insensível e desnaturado. Mas, a verdade é que não é fácil ter filhos e, hoje, quando vejo casais juntos há mais de duas décadas, com filhos crescidos, tenho uma admiração ainda maior do que tinha antes de termos o nosso filho. Porque já sei pelo menos a primeira parte do que eles tiveram que enfrentar para chegar até ali. Cansaço, privações de todos os tipos, esfriamento, incertezas, vontade de desistir, às vezes, até desesperança. E ninguém me venha com esse papo de “casamento de fachada” ou “casados e infelizes”. Isso seria desmerecer totalmente a coragem de quem faz a opção pelo caminho mais difícil, porque a saída pela porta dos fundos existe e todo casal pode optar por ela. Mas alguns preferem seguir pelo caminho árduo, porém, seguro e compensador.

Não caberiam em livros, muito menos num post, as considerações sobre as possíveis razões para que um casamento se mantenha coeso depois dessa tempestade mas, um bom começo é algo como isso:

Troy

Antes de ter filhos, tinha uma visão do que seria chegar em casa depois do trabalho todas as noites. Assim que abrisse a porta, minha esposa cairia em meus braços com um sorriso delicioso em seu semblante, empolgadíssima por ter o amor de sua vida em casa; as crianças viriam correndo com alegres gritos, “Papai!”, e abraçariam minhas pernas. Depois, eu me sentaria no sofá com uma bebida, um filho em cada joelho enquanto eu relaxava e me regalava com meus preciosos  (e muito bem comportados) filhos e suas aventuras diárias.

Bem, pais, minha experiência tem sido um pouquinho distinta. Acontece que a pior hora do dia para as crianças, por mais estranho que possa parecer, é logo antes do jantar. Esse é o horário em que chego em casa depois de um longo dia de trabalho e em que minha mulher está com o pavio curtíssimo por causa de seu dia estafante. E digamos que não há nada parecido com abraços, sorrisos, beijos e gritos alegres (a menos que considere algo frenético como alegre) e, tampouco, a bebida no sofá.

Hoje em dia entro em casa e encontro minha esposa com os olhos arregalados, olhando para mim desesperada enquanto me entrega um bebê chorando, me diz para ignorar o filho pequeno que está tendo um chilique e se jogando no chão e implora para que eu lide com o filho que está de castigo no quarto porque decidiu levar o cachorro para nadar na banheira  (ou algum outro comportamento tão inventivo quanto esse). Não é nada parecido com o que imaginei  – com certeza -, e, às vezes, tudo parece aterrador.

Contudo, percebi algumas coisas. Primeiro, minha esposa e filhos precisam de mim quando retorno do trabalho. Do tipo, eles realmente precisam de mim. E, por mais que eu necessite de um pouco de sossego para desacelerar depois de um longo dia de trabalho, não é possível que a prioridade seja sempre a minha. Aprendi a entrar em casa com a expectativa de que vou ser jogado de imediato no caos das crianças e de que vou fazer isso com alegria – porque amo meus filhos e amo minha esposa e quero ser o melhor pai e marido que puder. Às vezes isso significa cuidar do cachorro molhado depois da natação na banheira e de uma criança levada de quatro anos. (1)

Então, garotas, o que acham?Algo assim ajudaria um pouquinho? Uma salva de palmas pra esse marido! São palavras de um homem de verdade. Mas isso é assunto pra outro post! 😉

Mãe Esposa oficialmente no ar! Vamos nessa que tem muita água pra rolar por aqui!

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1 – MACPHERSON, Erin. Guia Definitivo da Mãe Cristã 3: Tudo o que você precisa saber sobre a idade das descobertas / Erin MacPherson; tradução Markus Hediger. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2014, pg 179 e 180.

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8 comentários em “Mãe esposa”

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