De Gênesis a Apocalipse, Mãe Esposa

Orando por seu marido – Parte III: o mundo espiritual por trás das cortinas

Existe um reino espiritual, um “mundo paralelo” que nós não visualizamos, onde as coisas se desenrolam e, sem pedir licença, estendem seus efeitos sobre a vida que nós vemos e sentimos. No palco principal está a vida como a vivemos e onde percebemos o desdobramento das coisas. Por trás das cortinas, contudo, estão acontecendo coisas que têm efeito direto no que ocorre no “palco”. É o mundo espiritual. Não pense nem por um minuto que quando você convida seu marido para orar – ou, mesmo quando fica esperando por esta iniciativa da parte dele e nada acontece – é apenas a falta de vontade dele, preguiça, desinteresse ou falta de responsabilidade que estão em jogo. Na mesma hora, está se desenrolando uma verdadeira batalha naquele mundo paralelo, logo ali, atrás das cortinas, fazendo pressão sobre ele, com o único objetivo de impedir que ele faça o que tem que fazer.

Acredito que exista algo além de um conjuntura social negativa impedindo que homens de fé assumam seus postos de liderança e encarem suas responsabilidades na família. Se a esfera espiritual existe, por trás das cortinas, não é apenas o que ocorre diante de nossos olhos, no palco, que pode ser considerado como causador disso ou daquilo.

E onde nós, mulheres, entramos nessa história? Afinal de contas, esta é a batalha espiritual dos homens e nós já temos as nossas próprias. Já carregamos nossas responsabilidades e preocupações. Já enfrentamos cobranças de toda sorte, principalmente as autocobranças. Não, não é nada fácil mesmo pegar no arado junto com o marido. Na verdade, o que a maioria de nós deseja, seja uma crente bíblica ou não, é ser amparada pela fortaleza  do parceiro ao seu lado. Acredito, de prosear aqui, ler ali e observar acolá, que poucas mulheres desejam realmente dominar os homens ao seu lado e ocupar os seu lugares, demonstrando possuir maior força do que eles. Algumas há que o fazem “com louvor”, mas me parecem fazê-lo muito mais por ressentimento, vingança e revolta diante da falta de opção – e não por prazer. Se sentem orgulho nisso, em dizer: “Sou mais eu!”, é um orgulho meio às avesas, arrogante e magoado. Não exatamente regozijado com seu feito. Vejam, o mundo é imenso. Há todo tipo de pensamento em voga. Estas são observações pontuais, não uma nova teoria em desenvolvimento. Mesmo assim, acho que vale a pena a auto análise para quem se deu o trabalho de ler até aqui.

Antes de casar, fiz uma lista de características desejáveis num homem e apresentei a Deus em oração. Uma delas, era que o meu futuro marido me levasse mais perto de Deus. Essa sentença não é tão simples assim e tem muitas implicações mesmo. Quer dizer, por exemplo, que eu esperava um sacerdote típico no lar, alguém me exortasse e corrigisse 24 horas por dia. Que me cobrasse leitura de Bíblia e vida de oração, me ajudasse a vigiar minhas condutas e me alertasse ao menor sinal de pecado. Provavelmente eu sou a única por aqui que deseja isso, certo…?

Daí, como fica minha mente quando a palavra “ajudadora” deixa de ser um conceito abstrato, no máximo um adjetivo bonitinho para as esposas, e se desdobra diante de mim em definições, tarefas e responsabilidades? Até que a poeira assente a gente demora a se encaixar na definição. Briga pra não se enquadrar e fica por aí de birra com Deus perguntando: “Aí, Senhor, cadê o varão que o senhor preparou pra mim? É esse aí?! Assim?! Sou mais eu!”

Mas o quebra-cabeças de Deus se encaixa de forma perfeita e inequívoca. Se ele tivesse feito o homem para ser super nós não seríamos ajudadoras. E uma coisa é fato: queixas não produzem mudanças. Assim, podemos “optar” (como se houvesse alguma outra saída inteligente) por assumir nossos postos e servirmos de de atalaia, sobre a vida de nossos maridos, não para vigiar seus passos ou apontar suas falhas, mas para oferecer o necessário suporte em oração, sem o qual, talvez, eles não tenham muitas chances de vencer.

Quem tá nessa luta passa a mensagem adiante! Mulher fala demais, mas nem sempre fala o que edifica. Se você se sentiu edificada, edifique outra e vamos usar nosso inigualável dom de comunicação para produzir mais que reclamações: vamos produzir mudanças!

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Orando por seu marido – Parte II: como orar?

Olá mamães esposas!

Vamos partir para a prática hoje, que tal? Não, nem pense que terei a soberba pretensão de lhe ensinar a orar. Acontece que, muitas vezes, as orações de outras pessoas me deram idéias, direções. Óbvio que você sabe que a oração é uma coisa singular, assim como essa minha conversa com você (guardadas as devidas proporções). Ninguém pode dizer a você nem a mim de que forma conversar com outra pessoa. Muito menos com Deus. Portanto, as linhas que seguem são apenas sugestões. Você pode utilizar na íntegra, modificar ou, simplesmente, ter uma nova idéia.

Vamos falar de oração nua e crua, tanto quanto possível. Nada de petições genéricas com ares de piedade que fazem a gente ficar bonitinha na fita. Vamos orar de verdade por aquilo que são nossas reais preocupações com nossos maridos. Talvez alguns homens que cheguem a ler este post se sintam um pouco desconcertados com alguns de nossos pedidos. Como eu disse, vamos fazer de conta que estamos no esconderijo do nosso quarto, a sós com o Pai, e por a nu tudo o que nos perturba. Rasgar o coração com o Único que pode trazer soluções.

  • Que ele seja forte e corajoso para assumir o papel de liderança em seu lar.
  • Que ele seja fortalecido em Cristo e vença a oposição espiritual que busca impedir  a liderança dele.
  • Que ele seja bem sucedido em tudo o que fizer no trabalho.
  • Que ele tenha inteligência e perspicácia para solucionar problemas.
  • Que seus esforços no trabalho sejam reconhecidos.
  • Que ele tenha uma ambição saudável.
  • Que ele tenha boa fama.
  • Que ele abençoe a vida de todos que passarem por ele.
  • Que ele não tenha vergonha de compartilhar sua fé.
  • Que ele saiba se afastar de conversas imorais e maledicentes.
  • Que ele saiba resistir e desviar o olhar das mulheres vestidas sensualmente.
  • Que ele saiba resistir e desviar o olhar de cenas pornográficas, seja em impressos ou em vídeos.
  • Que as imagens sensuais que ele tenha visto não fiquem grudadas em sua memória produzindo pensamentos e desejos.
  • Que ele não seja vítima de calúnias e maledicências em seu local de trabalho.
  • Que ele não faça inimigos.
  • Que ele se mantenha honesto diante de possíveis propostas.
  • Que ele esteja na rua em segurança, livre de assaltos, acidentes, brigas e toda forma de violência e dano físico.

Não acabamos de criar uma lista de supermercado ou de coisas a fazer, onde cada item precisa apenas ser cumprido. São súplicas que devemos apresentar a Deus com ações de graças. Há algo de poderoso neste gesto.

Portanto, não deixe de acreditar que cada palavra sua dita em oração produzirá efeitos de paz na vida dele.

Bjos e boas orações a todas!

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Filipenses: 4. 6. Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; – Bíblia JFA Offline
De Gênesis a Apocalipse

Como falar sobre Jesus para seu filho

“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele.”

Provérbios 22.6

Este deve ser um dos versículos mais citados da Bíblia.

Mas…

Como? Quando? Onde? Com que idade? Em que momentos? São perguntas óbvias mas que só nos fazemos na hora de colocar o versículo em prática. Como compartilhar sua fé com uma criança pequena? Por onde devo começar? Espero até que ele saiba falar?

Cada uma vai encontrar seu próprio caminho, de acordo com as particularidades de sua família e de sua personalidade mesmo. Sua e da criança. Mas, para quem está completamente perdida no tiroteio, um norte vai bem.

1 – Ore. Mais uma vez o óbvio mas, sei perfeitamente que em nosso afã de supermães queremos ir logo botando a mão na massa e fazendo mil coisas. Por isso, recomendo, por experiência própria, que você pare agora mesmo esta leitura e ore. Inclusive, pode ser que depois da oração você nem volte mais a ler o restante do texto. Talvez ele não seja para você e isso Deus vai lhe dizer em oração.

2 – Se você orou e voltou, a próxima dica está no Velho Testamento, livro de Deuteronômio, capítulo 6, versos de 1 a 7, especialmente o 7.  E diz respeito ao quando e ao onde. Diz assim:

E as ensinarás [estas palavras que hoje te ordeno] a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.

Fale de Jesus em todo momento comum do dia de vocês. Não precisa pausar uma atividade, pôr a criança sentada e dizer: Agora vamos falar de Jesus  (veja, pode ser que para você e seu filho isso funcione, não há problemas nisso também). Se você não tem esse estilo de fazer as coisas ou se seu filho não tem essa forma de aprendizagem, nada impede você de optar por algo descontraído. Nós, cristãos, às vezes, somos tentados a imaginar Deus como um senhor muito idoso e muito sisudo, sentado numa nuvem muito alta lá no céu e olhando pra nós de cenho franzido o tempo inteiro, vigiando, para ver se estamos fazendo todas as coisas da forma correta, e pronto a nos dar uma reprimenda. Então, ficamos um pouco obcecados com formas, métodos, padrões, tudo buscando perfeição para agradar como que a um patrão muitíssimo exigente. Não vejo Deus assim. Gosto de me imaginar sentada em Seu colo desde a hora em que acordo e ponho os pés no chão. Daí, então,  posso começar o meu dia me sentindo segura.

3 – A dica 3 decompõe um pouco da dica 2 na prática, e pode servir como sugestões para você. Certa vez, saí com meu pequeno pela rua onde moramos. Fomos dar um passeio e levei ele andando pela calçada, de mãos dadas, para que ele pudesse observar algumas coisas mais de perto. Passamos por alguns jardins e, a cada elemento da natureza novo para ele, eu lhe dizia: Olha, filho, esta flor! Não é linda? Sabe quem fez ela? Foi Jesus. Ressalto que a esta época eu já havia falado algumas vezes em casa sobre Jesus, dizendo a meu filho que Ele era nosso amigo e que nos protegia sempre. Vale ressaltar, ainda, que neste dia específico Dan ainda não falava muito. Tinha, então, por volta de dois anos. Para minha grata surpresa, várias semanas depois saímos novamente, andando pela mesma calçada e ele, já com maior domínio da linguagem, me disse: Mãe! A for! Vuvuis fei! Você entendeu, né? Agora imagina a minha cara de mãe babona 😊

Este foi um exemplo de um diálogo muito simples e espontâneo que produziu frutos. Vamos a outro?

4 – Por mais que nos cerquemos de cuidados quanto ao que nossos guris assistem (e é necessário fazê-lo!), vez por outra, aparece um monstro ou coisa parecida. E eles, normalmente, se assustam um pouco. Não demora para aquilo começar a fazer parte do imaginário infantil, provocando medo. Comecei, então, a convencer meu filho de que não existem monstros em nossa casa e de que Jesus é maior e mais forte do que todos os monstros. E que, se algum deles aparecesse, Jesus o colocaria para correr. Isso já é repertório há um tempo e tem sido usado em várias situações quando ele menciona monstros. Mas, no último fim de semana, aconteceu algo um pouco diferente. Estávamos num parquinho e apareceram dois bonecos – pessoas vestidas – fazendo propaganda de uma escola. As crianças no lugar tiveram reações diferentes. Dan, assim como alguns dos outros meninos, maiores até, teve medo. Eu já sabia porque já havíamos passado por isso quando ele era bem menor. E na ocasião ele tinha chorado bastante. Dessa vez foi diferente! Apesar de temeroso, ele se aproximou, tocou e conversou com eles. Mas até aí tudo bem. O que me chamou mesmo a atenção foi o fato de ele ter me dito que “não teve medo porque Jesus é maior e mais forte e bota os monstros todos para correr.” Maravilhoso isso, não!? Sozinho, ele aplicou o conhecimento na prática em uma situação real de temor. Mais uma vez, ensinamento devidamente infundido.

5 – Outra situação bem legal para buscar imprimir o caráter de Cristo em nossos pequenos são as disputas com coleguinhas. Quando outra criança se comporta de forma hostil – seja tomando brinquedos ou se negando a compartilhá-los ou qualquer outra dessas coisas anti-sociais que as crianças fazem até que aprendam a forma correta de se relacionar com o próximo – uma boa opção é consolar seu filho dizendo que aquela criança ainda não aprendeu as coisas que ele já sabe e que devemos perdoá-la por seu mau comportamento,  assim como Jesus nos perdoa quando nos comportamos mal também. Isso pode ser aplicado na própria relação entre pais e filhos, naquelas ocasiões em que a criança apronta e nos aborrecemos. Podemos, não obstante aplicar a disciplina devida a cada caso, estender perdão ao nosso filho e dizer isso a ele. É importante ensiná-lo a pedir perdão, também. E sempre lembrando que esta é uma atitude que deixa Jesus feliz.

6 – Abençoe seu filho em voz alta. Não o faça apenas em suas orações silenciosas por ele. Aqui em casa, abençoamos na hora de dormir e quando saímos pra trabalhar, deixando ele aos cuidados da vovó. Quando coloco ele para dormir, com a bênção e um beijo de boa noite, acrescento, ainda, votos de amor: mamãe e papai te amam, seus avós te amam e Jesus te ama! Ele se derrete!

7 – Faça orações em voz alta, por ele e por outras coisas, de modo que ele vivencie seu relacionamento com Deus. Também costumo orar por ele à noite, enquanto estou colocando para adormecer. Oro por coisas que aconteceram com ele no dia, por nossos eventuais planos para o dia seguinte, oro as mesmas orações que costumo fazer por ele quando oro sozinha, em silêncio. Assim, ele sabe que intercedo por ele e que busco ajuda de Deus em minhas próprias necessidades.

8 – Uso palavras de fé durante as minhas mais variadas conversas. O que seriam essas palavras? “Se Deus permitir”, “Graças a Deus”, “Deus é bom”, sempre faço menção a Deus, pois, isso naturalmente faz parte da minha vida. E isso é outro ponto importante sobre o compartilhar da nossa fé. Ele precisa ser real. Não podemos simular uma vida de relacionamento com Deus para convencer a criança. Da mesma maneira, se esse relacionamento, de fato, existe, não são  necessárias estratégias para demonstrá-lo. Basta viver.

9 – Por fim, algo muito prático e muito cotidiano, também, é dar graças na hora das refeições. Novamente, é a simples vivência da comunhão com Deus, da dependência dele nas mínimas coisas e da nossa gratidão por Seu cuidado.

O resumo de tudo é que a nossa fé pode ser transmitida aos nossos filhos por meio das coisas comuns do dia a dia, sem maiores formalidades. De jeito simples, como as crianças são.

Todas prontas? Mãos à obra!

Bjos e até a próxima!

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Família e responsabilidades

Olá, pessoal!

Nosso texto de hoje é um presente preparado, exclusivamente para nós, pelo pastor batista César Augusto Toselli e trata de um tema de grande importância para a saúde da família: desenvolvimento de papéis e responsabilidades.

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A responsabilidade na família*

 

Estamos vivendo dias em que notamos mudanças radicais em muitas áreas da vida humana. Uma das instituições que tem sido mais afetadas com essas mudanças é a família, que tem sofrido profundas alterações na sua composição, na forma de relacionamento – tanto no âmbito interno quanto no externo – e, também, nas responsabilidades, com a diminuição da sua privacidade. O que é íntimo ou privado na família moderna tem cedido espaço para o interesse público.

Temos verificado que, na família moderna, por causa de diversos fatores, os papéis dos seus integrantes não têm mais uma definição pré-estabelecida. As mulheres têm ocupado cada vez mais um papel de destaque na composição do orçamento familiar. Esposas que antes eram donas de casa exercem atividade econômica e geram renda para a manutenção familiar. Não é raro ter mulheres em posição de destaque em instituições públicas e privadas. E, em contrapartida, muitas vezes, encontramos famílias nas quais os homens têm se ocupado com as atividades do lar, para suprir a ausência de suas mulheres que estão no trabalho. Os papéis da antiga família tradicional, onde os maridos eram os provedores, têm sido radicalmente modificados e invertidos. Na Bíblia, quando Paulo orienta os líderes cristãos sobre os assuntos familiares, ele salienta a importância que os homens têm em relação aos seus lares (1 Timóteo 3:4). Portanto, essa é e sempre foi uma função do homem e não pode ser delegada única e exclusivamente à mulher. Os costumes antigos pareciam impor que as mulheres deveriam se ocupar integralmente com as responsabilidades e administração dos lares, enquanto os maridos saiam em busca do sustento e provimento da família, geralmente trabalhando fora.

O fato é que, na atualidade, cada família tem as suas necessidades, suas prioridades e dificuldades, portanto deve adotar a melhor solução dentro das suas possibilidades e capacidades. Mas o que preciso ressaltar, e não me refiro ao aspecto material das responsabilidades do homem e da mulher na família, é o papel integral que o homem exerce no seu lar. Integral no sentido muito mais amplo do que apenas ser um “provedor” ou “protetor”. A função do homem, no matrimônio, é muito mais abrangente. É ele quem deve suprir espiritualmente o lar.

Deus comissionou os homens para essa tarefa. No Éden, somente quando o homem (Adão) transgrediu a determinação de Deus é que houve a consumação da queda. O homem precisa estar à frente na área espiritual, mesmo que esteja cuidando do seu lar ou em situação de desemprego. Deve tomar todas as iniciativas nesse sentido e não se omitir ou, como em muitas ocasiões, deixar sob a responsabilidade da esposa esse importante ministério. Em muitas famílias as mulheres têm tentado suprir a inércia dos maridos nesse mister e, não raro, conseguem excelentes resultados, mas essa não é a orientação e a visão de Deus para a família. Quando o homem assume efetivamente a sua responsabilidade, tudo se transforma e a família começa a prosperar com força total em todas as áreas, pois está agindo de acordo com o que foi estabelecido pelo Senhor.

Portanto, e talvez seja por isso que a família está sendo afetada, o homem não deva “delegar” suas responsabilidades para a mulher ou para qualquer outro familiar. Se algo não vai bem é ele quem deve tomar prontamente a iniciativa de se dirigir ao Senhor para buscar orientação e, acima de tudo, estar pronto para agir. Quantas mulheres se vêem obrigadas a levar um pesado fardo nas costas, resolvendo sozinhas os problemas enfrentados pelos filhos, passam a ser as principais conselheiras deles em todas as áreas e os maridos mantêm uma atitude passiva, para não dizer omissa. Outro dia, presenciei uma briga envolvendo um casal: o marido estava no bar, bebendo e se divertindo com os amigos durante a madrugada enquanto sua esposa cuidava sozinha do filho pequeno, em casa. Ela entrou em desespero e foi buscá-lo no bar, levando a criança junto!

Existem pais que se omitem, ou fingem que não estão vendo, quando os filhos passam a se relacionar com pessoas desconhecidas, mudam seus hábitos e deixam de dar satisfação e respeito. A Bíblia ensina que os filhos entregues à sua própria vontade estão muito propensos a fazerem besteiras!

Penso que a maior causa da desestruturação dos lares, com todas as consequências que isso pode trazer (filhos envolvidos com drogas e crime, gravidez precoce, esposas e filhos deprimidos e outras mazelas dos dias atuais) é a omissão do homem no cuidado para com a sua família. Lembro da presença do meu pai na minha vida. Teve um período em que ele esteve desempregado e ele se dedicou a me ajudar nas atividades da escola. Resultado: Me tornei um dos melhores alunos da sala! Depois que ele voltou ao trabalho recuei paulatinamente ao meu patamar de aluno mediano. Esse é um pequeno exemplo acerca da influência e importância do pai na vida de um filho.

Em muitos lares, encontramos o famigerado costume de ter tempo de qualidade com a família. Sempre falo que não gosto desse conceito “tempo de qualidade”. Nessas famílias, um dos pais ou ambos, que sempre estão distantes pelos mais variados motivos, colocam na sua mente que podem se ausentar do convívio familiar o ano inteiro, mas, nas férias, que geralmente não duram mais que uma semana, terão um tempo “de qualidade” em família! O que os filhos querem, e o cônjuge também, é a sua presença permanente, o seu contato físico, a sua atenção e carinho. E penso que isso tem faltado muito na sociedade atual. Talvez seja esse o principal motivo da mudança na composição tradicional das famílias. As mulheres e os homens não têm encontrado nos modelos tradicionais o afeto, a atenção, o carinho e amor que fazem tanta diferença num relacionamento e que são o motivo fundamental da sua existência.

Quem sabe, se voltarmos a nos preocupar mais com as pessoas e com o que sentem, possamos imprimir um novo tempo e uma nova direção nos relacionamentos e nas nossas vidas como um todo. É possível que a intensidade e a qualidade dos relacionamentos se tornem mais presentes nas famílias, independentemente do seu padrão social ou cultural. Se Deus estabeleceu as coisas como o fez é porque existe algum motivo que talvez ainda não consigamos entender mas, na prática, se o adotarmos, teremos sucesso e felicidades, principalmente na área dos relacionamentos.

Muitas pessoas reclamam hoje da distanciação entre as pessoas, mesmo os familiares, gerada pelo advento da tecnologia. Pais e filhos num mesmo ambiente, sem interação, cada um focado no seu celular, computador ou em algum programa na TV, sem conversarem uns com os outros por longos períodos. Essa é outra coisa que pode e deve ser remediada com a ação. Sim, pois, a partir do momento em que um filho recebe atenção dos seus pais e irmãos, ele automaticamente passa a interagir com eles e vice-versa. Quem já não presenciou uma cena em que um pai chama um filho para jogar bola ou ir para o parque com ele se divertir em alguma atividade? Dificilmente a criança recusa.

Não se deve esperar os filhos crescerem para nos darmos conta da importância da companhia deles. Nessa etapa, talvez o convite para passear e se divertirem juntos ficará mais difícil. Se esse hábito vem desde a infância, com certeza ele se manterá e serão sempre momentos preciosos e inesquecíveis na vida dos pais e dos filhos. É o que falta nos dias de hoje. Os pais estão cansados (com motivo, pois chegam do trabalho exaustos muitas vezes), as crianças com muitas tarefas ou nenhuma tarefa, indiferentes ao que acontece na sua casa porque não interagem e não recebem nenhum estímulo. Devemos quebrar esse círculo vicioso e estabelecer uma nova forma de participação familiar, voltada principalmente para a convivência forte e viva que sempre será possível numa família. Aliás, é para isso que ela foi criada!

Talvez esse seja o principal desafio dos tempos modernos. Quando as famílias, as células principais da sociedade, são sadias, toda a coletividade é saudável e, infelizmente, o inverso também é verdadeiro. Onde as famílias são disfuncionais, ou sejam, não vão bem, certamente os problemas tendem a extrapolar os seus limites e saírem para gerar conflitos sociais, daí a mudança de enfoque quanto à questão da privacidade, que sai da esfera íntima para ser alvo de interesse público. O pensamento dominante é que se aquele pai ou aquela mãe não estão cuidando bem dos seus filhos, eles possivelmente se tornarão focos de problemas sociais no futuro.

Sempre é tempo de mudar e de melhorar. É difícil chegar cansado do trabalho ou, no final de uma semana exaustiva, tomar a iniciativa de sair para jogar bola ou fazer qualquer outra atividade que seja agradável aos nossos filhos e familiares. Todavia certamente esse esforço valerá a pena quando, no futuro, olharmos para os nossos queridos e constatarmos que têm uma vida plena e feliz.

Portanto, podemos fazer algo na nossa própria família ao adotarmos comportamentos que tragam dignidade e sentimento aos seus integrantes. Dialogando, vivenciando com eles os seus sucessos e reveses, prestando atenção quando tiverem necessidade de falar, advertindo quando necessário, ou seja, fazendo parte efetiva da vida deles. Cabe a cada um de nós escolher quais os métodos a serem postos em prática e isso é uma atividade constante e individual na vida familiar. Nunca termina e, uma vez iniciada, se torna uma aventura gratificante: a aventura da vida! Vale a pena experimentá-la com muita intensidade.

* César Augusto Toselli é pastor auxiliar na Igreja Batista Unida do Brás, em São Paulo, e advogado.

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Orar por seu marido faz diferença

Será??

É interessante perceber como a oração é uma ferramenta tão eficaz e tão negligenciada por nós. Oramos pouco, oramos mal. Pedimos muito e não pensamos no que pedimos e nem por que. E, pior, ainda imaginamos que não adianta orar! Principalmente quando o ser, alvo da nossa oração, atende pelo nome de marido.

No que diz respeito a isso, oramos quando as coisas vão mal; quando acreditamos que o marido está causando muitos problemas e o casamento está por um fio. Mas, e quando tudo vai bem? E se ele é um bom homem, por assim dizer? Perfeito?! Não! Quem falou perfeito? Você leu perfeito? Ah, não, leia de novo. Eu disse bom; perfeito não. Enfim, se ele é um bom companheiro, um bom pai, amigo, presente, atencioso, amoroso, responsável… continuamos orando?

Um dia, no supermercado, vi uma senhora com uma camiseta que dizia assim: “mulheres de joelhos, casas de pé”. Creio que podemos dizer também “esposas de joelhos, maridos de pé”! Temo que nós nos acomodemos à determinação do sacerdócio do lar que pesa sobre os maridos e não assumamos a responsabilidade de sustentá-los espiritualmente na retaguarda. Podemos correr o risco de ficar esperando ser alimentadas e fortalecidas espiritualmente por eles, já que eles devem ser os sacerdotes do lar – e o são, queiram(os) ou não. Contudo, se vamos falar de papéis, recai sobre nós o de ajudadora. Mas é claro que você já ouviu isso milhões de vezes em reuniões de mulheres, não é? Então…por que não ajuda?! Talvez você olhe para ele todos os dias e pense que nada pode mudá-lo ou que, em vez disso, tudo está tão bem que não necessita da sua ajuda.

Afinal, orar pelo cônjuge surte mesmo algum efeito?

Veja o que pensa este marido ¹:

Eu não sei se poderia passar num teste para determinar quando minha esposa está orando por mim e quando ela não está. Mas eu posso dizer que faz uma enorme diferença saber que ela está orando. Isto muda o meu relacionamento com ela. Isto muda o  modo como eu vejo o mundo. Isto muda meu relacionamento com Deus.

(…)

Sabendo que meu dia está coberto por oração – quer esteja eu tendo um dia bom ou um dia ruim – modifica o modo como posso abordar o próximo dia ruim. E ele está logo ali depois da esquina.

E em meio a tudo, existe a sutil mudança em meu relacionamento com minha esposa. Através das orações específicas dela por mim e por meu mundo, nós nos unimos de formas mais íntimas. Ela não é uma expectadora passiva em minha vida. Ela está ativamente ao meu lado em todas as coisas, até nas áreas em que não está diretamente envolvida. Ela se torna uma adorada parceira em minhas lutas e um suporte em meus pontos fracos. Eu preciso disso.

Conheço um outro marido que disse, recentemente: “Me sinto mais protegido. Transformado.”, falando a respeito das orações da esposa por ele. Este foi o meu marido.

E este é apenas um lado da significância de nossa oração na vida deles. Agora, vamos para a parte onde entra em ação Aquele que escuta as orações. Abaixo, seguem relatos de esposas contando algumas de suas experiências orando por seus cônjuges e obtendo resposta de Deus:

Sim, lembro de uma vez em que ele estava muito nervoso e cansado por ter mudado o turno no trabalho. Orei a Deus para que ele se adaptasse o mais rápido possível no novo horário. Durante o dia, ele não conseguia relaxar e descansar para recuperar a noite que passou acordado. Após a oração, a resposta veio rápida: no dia seguinte, ele conversou comigo que estava gostando muito do novo horário de trabalho e percebi que já dormia bem mais tranquilo e conseguia descansar.

Tem coisas que precisamos falar com nossos maridos para compreendê-los melhor. Mas, às vezes, é necessário falarmos com Deus para que nossos maridos consigam entender o que se passa com eles mesmos.

Por Eliana Barros

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Oração respondida. 1X0.

Havia um jogo de dominó todos os dias em que ele, e também outros vizinhos,  estavam de folga. E era sempre no final da tarde para início da noite, na entrada do prédio, no play. Sempre que eu chegava do trabalho, estava ele lá, com vários vizinhos, na maior algazarra. Era motivo de aborrecimentos e, também, de constrangimento. E, consequentemente, brigas. Eu dizia: “se somos um, logo … eu não estou confortável.”

Mas, graças a Deus tudo ficou no passado. Como? Orar, orar, orar! E confiar. E descansar, que foi uma parte muito difícil.

Por Neide Márcia

neide

Oração respondida de novo. 2X0.

Ah, o que eu mais me lembro é de quando orávamos antes de casarmos, e orávamos pelo nosso casamento, mas sempre juntos. Deus abriu as portas para o casamento, e depois oramos para que ele conseguisse engajar no quartel, depois para conseguir um emprego ao sair do quartel e concursos… mas sempre era algo que estavamos juntos em oração. Lembro uma vez que pedi a Deus que, se pudesse escolher entre eu e ele ser aprovado num determinado concurso, eu queria que ele fosse, pela questão dele se sentir melhor, por ganhar mais…

Às vezes, orávamos juntos na igreja, tenho saudades disso…
Outras vezes, cada um orava em seu horário, mas com os mesmos propósitos.

Por M.F.G.

Todas as orações respondidas. 100X0.

Perceba que são três relatos bem diferentes. Cada um deles tem sua própria característica, seu foco; nunca é a mesma coisa nem são os mesmos problemas. O que há de comum a todos é a resposta de Deus ao clamor de esposas atentas às necessidades de seus maridos e do casamento. Com isto sempre podemos contar!

Bjos a todas e boas orações!

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1 – LIPI, Kathi. Praying God’s word for your husband. Edição e-book, 2012.