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Resenha de pai??? Homens corajosos falam sobre a paternidade

Aproveitando o gancho do tema participação dos pais, vamos ouvir deles próprios como se sentem a respeito da responsabilidade que pesa sobre seus ombros. Para isso, recorrerei à minha amiga íntima (através das páginas dos livros) Erin Macpherson. O relato seguinte foi retirado do livro Guia Definitivo da Mãe Cristã – volume 3, de autoria de Erin, como vocês ja sabem. Sem mais delongas, pois hoje a voz é deles, vamos ouvi-los:

Troy

Consegui,  pais! Descobri o segredo de uma casa calma, uma esposa feliz e crianças bem comportadas. E enquanto não descubro uma forma de patentear minha descoberta e ganhar bilhões de dólares com ela, decidi veiculá-la de forma gratuita. Pois quem precisa de bilhões de dólares?  Essa idéia é muito boa para não ser compartilhada.

Portanto, eis a descoberta: ponha as crianças lá fora.

É simples assim. A próxima vez que seus filhos estiverem correndo pela casa como se vocês tivessem dado café puro, um energético, para elas no café da manhã – o que, por sinal, não é uma boa idéia -, apenas ponha as crianças lá fora. Isso mesmo, abra a porta, pegue as crianças e ponha-as lá fora. Se forem muito pequenas a ponto de não poder confiar que elas não vão comer besouros, você pode sair com elas, mas, de qualquer forma, saia de casa.

A próxima vez que seu filho se jogar no chão e tiver um piti barulhento e começar a chutar a parede porque queria o copo azul e não o verde, ponha-o fora de casa.

E a próxima vez que seu filho tiver um chilique por causa de um caminhão azul – o caminho azul que é idêntico ao verde, exceto pela cor -, ponha-o lá fora.

E a próxima vez que sua esposa tiver um ataque de nervos daqueles porque não consegue mais lidar um minuto sequer com a situação ao mesmo tempo que faz o almoço, esvazia a lava-louças e toma conta de três crianças resmungonas, ponha-a lá fora. Espere aí, errei. Ponha as crianças lá fora.

De qualquer forma, por mais engraçado que isso só é, levar seus filhos para fora de casa é uma ótima maneira de mudar as atitudes – as suas e as deles. Dez minutos brincando no quintal, e meus filhos parecem ficar mais calmos e conseguem se controlar melhor com frequência. E eu também fico mais calmo. O barulho não ecoa nas paredes, e o ar fresco parece fazer maravilhas quando as coisas estão tensas. E, embora pareça ser uma ferramenta simplista para controlar o comportamento, ela funciona. (1)

Um detalhe: mais uma vez temos um texto sob a ótica da realidade nirte-americana. A maioria de nós não mora em belas casas com largos quintais. Porém, o ponto aqui é: mantenha as crianças em atividade. Saia com elas, para onde for possível, mas não as deixe confinadas numa casa ou apartamento e espere o melhor dos mundos. Experiência própria! 😞

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Motivada pelo exemplo de Erin, também consultei alguns pais entre os amigos e pedi que eles se manifestassem sobre as dores e delícias da paternidade. Vamos ver como se saíram?

Marcos Garrido

“Quando ela nasceu eu fiquei muito feliz! Claro que tinha um pouco de apreensão, de receio, de como ela viria, mas esse ‘time’ foi de muita felicidade e a gente está aprendendo a ser pai e mãe. Mas ela, desde quando nasceu, sabia o que é ser filha e até hoje é assim, ocupando seu espaço e sabendo que é muito amada.

Quanto à relação do casal,  a tendência é sempre dividir as atenções e se afastar um pouco um do outro mas, com o tempo, tudo vai se consertando, porque a criança vai crescendo e se desenvolvendo e o relacionamento também vai amadurecendo. Isso é o normal, ou, o que deveria acontecer. Com a gente aconteceu isso. Hoje a gente se dá muito melhor e se entende mais do que antes. O legal é que a gente, todos – eu, Júlia e Josy – , a gente se sente amado um pelo outro.

O que esperar da paternidade?Certamente um filho🤣🤣🤣🤣Mas, assim – responsabilidade, cumplicidade. Você não está tendo um bichinho de estimação, você está tendo um filho ou filha que você vai ajudar a crescer e pedir a Deus para te dar sabedoria no criar, para que um dia ela seja, além de sua filha, sua amiga.

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Fernando G. Andrade 

Sempre tive vontade de ser pai. Desde muito cedo, ainda na minha adolescência me imaginava sendo pai com no máximo 17 ou 18 anos. Mas Deus com sua sabedoria divinamente infinita não permitiu que isso acontecesse. Fui pai aos 42 anos e estou tentando fazer o melhor possível para o meu pequeno Daniel. Não imaginava quão grande e difícil seria a missão de criar e educar um filho. A experiência é maravilhosa e desafiadora. Cada dia uma novidade. Não existe manual, a experiência vivida por uma família pode ser completamente diferente do que nós estamos vivendo, assim como a nossa experiência pode ser completamente diferente da de qualquer outra pessoa. O que tenho aprendido é a trabalhar o exercício da paciência, e a aproveitar cada segundo, por mais difícil que possa ser, ao lado do meu filho e da minha família. Nada pode ser mais prazeroso e gratificante do que o tempo dedicado a ele (s).

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Marcos Garrido é Urbanista, tem 50 anos de idade, casado com Josy há 14 anos e pai de Júlia de 05 anos.

Fernando G. Andrade é profissional da área de Logística, tem 45 anos, é meu marido há 6 ❤ e pai de nosso Daniel, de 2 anos e 10 meses.

________________________

1 – MACPHERSON, Erin. Guia Definitivo da Mãe Cristã 3: Tudo o que você precisa saber sobre a idade das descobertas / Erin MacPherson; tradução Markus Hediger. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2014, pg 173 e 174.

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Uma janela para o mundo

Meu pequeno Dan está hoje com 2 anos e 10 meses.

Ele reconhece vários tipos de veículos: carro, ônibus, moto, bicicleta, metrô, avião, helicóptero; alguns tipos de modelos: kombi, van, jipe; e as funções de alguns deles – trator, caminhão baú, caminhão cegonha, caminhão reboque, caminhão de lixo, caminhão pipa, caminhão caçamba, carro de polícia, ambulância, ônibus do exército… e eu provavelmente estou esquecendo algum 😀

Sabe o nome do condomínio onde mora e o nome dos dois condomínios vizinhos. Sabe o nome de uma grande avenida que leva ao centro de nossa cidade. Acha lindo o pôr do sol. Fica um pouco triste, às vezes, porque “o sol já vai dormir”, mas acha “uma coisa linda!”

Gosta de olhar o pedacinho de mar e os navios por entre os prédios – “os altos, os bem altos, os de longe, os de mais longe ainda.”

Ele vê essas coisas da janela de nossa casa, no colo da avó, e tudo isso é fruto das conversas que tem com ela enquanto, da janela, eles observam o que se passa em volta. Claro que também vê muitas coisas de perto, quando saímos juntos. Amanhã, por exemplo, vamos aos Correios postar um livro e ao ateliê de costura buscar as roupas que deixamos para reparo na semana passada.   [Atualizando: já fomos e agora ele conhece mais um carro e sua função – o carro dos Correios]. Sim, ele vai comigo resolver “coisas importantes”, sempre que possível. E, no caminho, vemos e falamos sobre muitas coisas.

Mas na janela de nossa casa ele tem uma visão bem ampla e um diálogo muito especial com a vovó, que tem todo o tempo, dedicação e disposição para ensinar a ele sobre tudo o que ele se interesse ao ver. Ali da janela, nos braços da vovó, ele viu uma nova pista ser criada transversal à principal. Todos os dias ele observava um trator trabalhando. Depois apareceu outro, menor. Agora eram dois tratores. Na hora do almoço, “o trator ficava parado, porque o rapaz que trabalhava no trator tinha ido pra casa almoçar e descansar”. Outro dia ele descobriu uma pista nova, que sobe para as garagens de um condomínio numa pequena colina do outro lado da rua. Ele vê os soldados do batalhão próximo fazendo o treino matinal de corrida em volta da praça, “malhando e, também, cantando”. Vê os carros pararem quando o semáforo fecha e seguirem quando ele abre. Vê os cachorrinhos indo passear e os portões dos condominios abrindo para os carros entrarem. Viu as luzes do presépio (montado na praça por ocasião do Natal) se acenderem todos os dias. E, sempre que ele notava que “o sol estava indo dormir”, corria pra janela pra “ver se as luzes já estavam acesas”. E, imediatamente após, corria para a janela do meu quarto, todo frenético, para “ver se as luzes do Bosque já estavam acesas também” (as decorações de Natal do condomínio ao lado).

Vale ressaltar que boa parte do que descrevo acima chega até mim contada por ele mesmo, quando chego do trabalho (É, sou uma mãe que trabalha fora mas, voltaremos a falar sobre isso outra hora).

Dan tem o grande privilégio de ter uma vovó que mora com ele e todos os dias lhe ensina coisas novas. Apresenta a ele o mundo ao vivo e a cores até onde a visão da janela alcança. E enquanto muitas coisas são mostradas e nomeadas, outras tantas são explicadas, e belos diálogos se desenrolam, ali na janela.

O objetivo deste post? Valorizar os avós, homenagear minha mãe, incentivar o convívio dos pequenos com esse membro precioso da família, falar sobre a eficácia do aprendizado a partir da realidade que cerca a criança, estimular o diálogo consistente…não sei. Talvez de tudo isso um pouco. O fato é que este tempo de qualidade tem sido muito proveitoso para o desenvolvimento de Daniel e, porque não dizer também,  para a higiene mental da vovó! 🙂

Bem, relato feito e compartilhado. Espero que seja de proveito para algumas de vocês!! 😊

 

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Ninguém me disse que nem tudo seriam flores

Pois é! Aposto que aconteceu isso com você também. Assistindo a comerciais de fraldas, brinquedos educativos e essas coisas, a gente, às vezes, se deixa levar e esquece dos efeitos especiais por trás das câmeras. O chamariz da mídia é a perfeição! Aquela mãe com semblante sereno, cabelos em perfeito estado, sem olheiras e até sem a barriguinha inchada do pós-parto. Ah! Um sonho! Mas isso não é tudo. E o bebê?! Tranquilo,  dormindo ou acordado. Um anjo!

Não é verdade que esses momentos não existam, na verdade, há muitos deles (graças a Deus!). Mas a história não termina aí. O comercial acaba e a programação retorna, mas aquela imagem bem que ficou na sua mente Aquele ideal. E não é que de vez em quando aparecem umas na vida real com aquela mesma classe! Louvado seja Deus na vida de vocês, mamães, que passaram por essa fase assim, tão de boa, sem nenhuma turbulência no percurso. Mas verdade verdadeira é que a maioria das pobres mortais não têm essa mesma sorte. Igual cólica menstrual. Outro dia li uma matéria falando que um percentual bem pequeno (não lembro quanto) de mulheres não sofria com a bendita cólica. Assim é com a maternidade, sem dúvida.  A maioria de nós se depara com dias em que desconhecemos nossos pequenos, nossos bebezinhos dóceis. Onde foi parar aquela criança fofa que faz nossos olhos marejarem de emoção? Que horas foi que esse monstrinho birrento e malcriado engoliu meu filho e assumiu seu lugar? E, nessa altura, a gente já se pergunta na sequência, onde está aquela mãe encantada com sua cria que costumávamos ser…?

Sim, não é nada fácil. E eu queria ter certeza absoluta que isso vai passar, como eu sempre digo a um amiga mãe. Vai passar como as outras fases passaram. Só espero que não demore muito porque eu detesto gritar e me preocupo com desde a imagem de mim que meu filho está formando até com o possível desencadeamento de problemas emocionais futuros. Mas eu creio que vai sim passar como cada uma das fases que já passou. E nós vamos encontrar alegria e sentido nesta também. Sigamos em busca de respostas e soluções, ou, apenas respostas mesmo.

Mas este foi apenas mais um desabafo de mãe no fim de um dia muuuuuito difícil.

 

 

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Desabafo de mãe

Olá, mamães!

Vou fazer uma pausa no assunto polêmico e desabafar! Que fim de semana!! Sabe aqueles dias perfeitos em que a criança se comporta direitinho, come tudo sem queixa,  dorme nos horários certos, fica super bem humorada,  faz tudo o que você diz e ainda com um sorriso no rosto, os passeios são ótimos e você não passa nenhuma vergonha na frente de estranhos? Pois é. Agora pense no oposto de tudo isso aí … é o retrato do nosso fim de semana!

O pequeno  parece que tirou esses dois dias pra testar a paciência do pai e a minha. Aí, depois de passar a semana inteira trabalhando e ansiando pelo final de semana pra poder ficar perto do sujeitinho e fazer coisas juntos, ele apronta essa. Nós tínhamos um plano mas ele tinha outro!

É incrível como justo nesses dias aparecem até os conselheiros de plantão  (não requisitados), que não te conhecem nem sabem de sua luta, não sabem que você está desde às 6h da manhã labutando com uma criança que está agindo com tolices – na definição de Gary Ezzo é o “desafio franco e intencional”, (EZZO, 2012) diferente da criancice -, e chegam cheios de críticas às suas decisões. E pior: fazem isso na frente do pequeno monstrinho que está tentando te dominar no grito (literalmente)!

E aí?  O que é que faz num dia assim?! Senta e chora?

Comecei a escrever este post no olho do furacão. Agora que estou concluindo ele estamos já no meio da semana. E vou contar o que fizemos. Demos um tempo pra ele e pra nós também. Saímos da rota de colisão,  simples assim. Deixamos nosso fofinho aos cuidados da vovó e fomos bater perna. Espairecer. E sair de cima dele porque já estava sufocante tanta correção e reprimenda antes da metade do dia!

Foi isso. Jogamos a toalha por algumas horas e voltamos prontos pra recomeçar. Ele nem perguntou por nós durante nossa ausência. Mas na hora de dormir fez tanto denguinho e chamego que parecia ter entendido que ele também teve sua parcela de responsabilidade no mal-estar do nosso dia. E repetia “a mamãe ama eu”. E eu confirmava com entusiasmo!

Apesar de todo estresse que envolveu o dia e das inúmeras correções,  o sentimento de ser amado permaneceu. Não se perdeu por causa das repreensões. Todo mundo preferia ter passado o dia de outra forma mas aprendemos com o episódio.

Essas palavras de Ezzo me confortam e encerram este desabafo:

Conflitos com seu infante virão. Todavia, não é uma questão de encontrar o equilíbrio moral entre dois pontos de vista expressos de forma diversa (do pai e do infante), mas sim na educação e na insistência em um modo de vida que tem significado para a mãe (e) o pai[…] EZZO, 2012, pág 86.

Bjos e espero que esse relato tenha feito você se sentir menos só no mundo das surpresas da maternidade.

 

Referências:
EZZO, Gary e BUCKNAM, Robert. Educando Infantes – como criar filhos  de 2 a 3 anos. 1a edição. São Paulo: Universidade da Família, 2012: São Paulo.
Espaço dos Colaboradores, Papos Diversos

Canal para os colaboradores

Olá, pessoal!

Como sempre, minha sagaz, perspicaz e fidelíssima amiga colaboradora….Adriana! Claro!… me deu um toque da hora.

Lá no Espaço dos Colaboradores coloquei meu e-mail pessoal pra vocês poderem enviar seus textos, fotos, dicas, receitas, perguntas reservadas, enfim. Tem o campo comentários, que é público, e também pode ser utilizado. E, ainda, o Fale comigo. Mas o e-mail está disponível para vocês fazerem contato. Será um prazer receber suas mensagens e prometo responder o mais breve possível, dentro da realidade da rotina de mãe que vcs bem conhecem.

O e-mail é esse aqui:

alinesantos.asg@gmail.com

Às ordens!

Beijos!