Conta a sua história, Geral, Papos Diversos

Ninguém me disse que nem tudo seriam flores

Pois é! Aposto que aconteceu isso com você também. Assistindo a comerciais de fraldas, brinquedos educativos e essas coisas, a gente, às vezes, se deixa levar e esquece dos efeitos especiais por trás das câmeras. O chamariz da mídia é a perfeição! Aquela mãe com semblante sereno, cabelos em perfeito estado, sem olheiras e até sem a barriguinha inchada do pós-parto. Ah! Um sonho! Mas isso não é tudo. E o bebê?! Tranquilo,  dormindo ou acordado. Um anjo!

Não é verdade que esses momentos não existam, na verdade, há muitos deles (graças a Deus!). Mas a história não termina aí. O comercial acaba e a programação retorna, mas aquela imagem bem que ficou na sua mente Aquele ideal. E não é que de vez em quando aparecem umas na vida real com aquela mesma classe! Louvado seja Deus na vida de vocês, mamães, que passaram por essa fase assim, tão de boa, sem nenhuma turbulência no percurso. Mas verdade verdadeira é que a maioria das pobres mortais não têm essa mesma sorte. Igual cólica menstrual. Outro dia li uma matéria falando que um percentual bem pequeno (não lembro quanto) de mulheres não sofria com a bendita cólica. Assim é com a maternidade, sem dúvida.  A maioria de nós se depara com dias em que desconhecemos nossos pequenos, nossos bebezinhos dóceis. Onde foi parar aquela criança fofa que faz nossos olhos marejarem de emoção? Que horas foi que esse monstrinho birrento e malcriado engoliu meu filho e assumiu seu lugar? E, nessa altura, a gente já se pergunta na sequência, onde está aquela mãe encantada com sua cria que costumávamos ser…?

Sim, não é nada fácil. E eu queria ter certeza absoluta que isso vai passar, como eu sempre digo a um amiga mãe. Vai passar como as outras fases passaram. Só espero que não demore muito porque eu detesto gritar e me preocupo com desde a imagem de mim que meu filho está formando até com o possível desencadeamento de problemas emocionais futuros. Mas eu creio que vai sim passar como cada uma das fases que já passou. E nós vamos encontrar alegria e sentido nesta também. Sigamos em busca de respostas e soluções, ou, apenas respostas mesmo.

Mas este foi apenas mais um desabafo de mãe no fim de um dia muuuuuito difícil.

 

 

De Gênesis a Apocalipse, Educação Domiciliar, Geral, Papos Diversos, Parada Literária

Mães de volta ao lar II

Colegas mamães,

 

Espero que o post anterior não tenha deixado muitas de vocês de cabelo em pé e nem chateadas comigo. Até porque este aqui é uma oportunidade muito melhor pra isso rs. Mas dessa vez não virei sozinha! O prometido texto do livro Educando Meninos¹, do dr. James Dobson, é quem vai falar tudo. Na verdade, não tenho mesmo nada a acrescentar – ele é completo, profundo, direto e detalhado. É um trecho grande para citar mas achei impossível retirar qualquer coisa dele sem prejudicar a essência. É tudo tão importante de ser ouvido por nós! Sem mais delongas, com a palavra dr. James Dobson.

“Em vista da natureza delicada das crianças pequenas, é talvez compreensível por que eu continuo firmemente contrário à colocação delas nas creches, a não ser que não haja alternativa. Pode até parecer que as crianças estão lidando adequadamente com uma série de babás temporárias, mas elas foram destinadas a ligar-se emocionalmente com a mãe e o pai e desenvolver-se com segurança na proteção de seus braços. Essa crença foi raramente desafiada durante cinco mil anos, mas muitas mulheres hoje acham que não têm escolha além de voltar ao trabalho o mais depressa possível depois de dar à luz. Se você é uma delas, deixe-me dizer respeitosa e compassivamente que compreendo as pressões financeiras e emocionais que você enfrenta. Mas, para as mães recentes que têm outras opções, eu recomendaria enfaticamente que não entreguem seus bebês para as creches, muitas das quais têm funcionárias que ganham pouco e não possuem suficiente treinamento. Elas também não compartilham sua dedicação irracional a essa criança.
Minha opinião sobre este assunto é comprovada. O Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano conduziu o estudo mais abrangente sobre este tema feito até hoje. Mais de 1.100 mães e crianças em dez dos principais centros de cuidados nos Estados Unidos foram avaliadas quando as crianças tinham 6, 15, 24 e 36 meses. Os resultados preliminares foram publicados no jornal USA Today, como segue:
As mulheres que trabalham se preocupam em deixar seus filhos pequenos aos cuidados de outras pessoas, com medo de prejudicar o relacionamento entre eles. Notícias do governo federal confirmam que têm razão em preocupar-se. Quanto mais horas a criança fica com outros nos três primeiros anos de vida, a tendência é de uma interação menos positiva entre mãe e filho.
As descobertas preliminares confirmam que deixar uma criança muito pequena numa creche significa menos envolvimento sensível entre mãe e filho. A criança tende também a reagir menos positivamente à mãe. Em outras palavras, o elo entre mãe e filho é um tanto afetado pela experiência, especialmente quando a natureza da mãe inclina-se para a insensibilidade.
Esses dados foram expedidos quando o estudo não estava ainda completo. Ao ser concluído em 2001, os pesquisadores anunciaram descobertas ainda mais perturbadoras. Eles disseram que as crianças que passavam a maior parte do tempo nas creches tinham três vezes mais probabilidades de apresentar problemas comportamentais no jardim de infância do que as cuidadas principalmente pelas mães. Esses resultados foram baseados em avaliações das crianças pelas mães, pelas pessoas que cuidavam delas e pelas professoras do jardim de infância. Havia uma correlação direta entre o tempo passado na creche e atitudes como agressão, rebeldia e desobediência. Quanto mais tempo passado nesses ambientes fora de casa, tanto maiores os problemas comportamentais. O dr. Jay Belsky, um dos principais investigadores do estudo, disse que as crianças que passam mais de trinta horas por semana em creches ‘são mais exigentes, insubmissas e agressivas. Elas tiveram mais pontos em relação a: participar de mais brigas, crueldade, provocação, mesquinharia, assim como falar demais, exigir que suas demandas sejam imediatamente satisfeitas’.
Depois da publicação deste estudo, houve grita das comunidades liberais, que afirmam há anos que as crianças dos centros de cuidados infantis vicejam melhor.
Elas atacaram a metodologia do estudo e consideraram inválidas as suas descobertas. Outras exigiram mais dinheiro federal para programas de qualidade para as creches. Não há dúvida de que melhores opções são necessárias para os pais que precisam depender das creches. Todavia, tenho uma ideia melhor. Por que não reduzir os impostos sobre os pais, a fim de que as mães possam fazer o que a maioria delas deseja desesperadamente — ficar em casa com os filhos?”

Eu também tenho idéias melhores, como pagar decentemente o salário de um trabalhador para que não sejam necessárias duas (três, quatro…) rendas numa casa a fim de que se possa sobreviver com dignidade! Mas isso também é outro assunto.

Na continuação deste tema vamos falar com mais detalhes sobre formas de reduzir  as despesas e, também, de auferir renda sem sair de casa ou saindo o mínimo possível. Vou postar minhas sugestões e resultados de pesquisas e também quero ouvir vocês.

Até lá!

Bjos!

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1 – DOBSON, James C. Educando Meninos [livro eletrônico]. São Paulo: Mundo Cristão, 2013, pags 80 e 81.

Educação Domiciliar, Geral, Papos Diversos

Primeiro lugar: trabalho ou filhos?

Interessantíssima a narrativa desse jovem e nos dá muito em que pensar. Muitas considerações a fazer, sem dúvida. Há muitas famílias (talvez a maioria em nosso país) onde essa decisão de abandonar o trabalho não é possível para a mãe. O que não invalida a absoluta realidade de que nossa presença em casa tem valor inestimável e inesquecível para os filhos. O fato é que estamos tão acostumados a correr atrás da própria cauda que deixamos de pensar. O que estamos fazendo com nossos dias? Para onde eles estão indo? Como estamos passando pela vida? O que é realmente importante? Do que não dá mesmo para abrir mão? Apesar da realidade antes mencionada, tenho certeza que se fizéssemos essas reflexões com sinceridade ficaríamos surpresos. E, certamente, teríamos outra sociedade. Mas não dá pra parar de trabalhar! A grana já não dá pra nada trabalhando…! Usemos de criatividade! É por uma causa nobre. Quem não gostaria de ouvir de um filho um relato semelhante? E isso é o mínimo. Existem incontáveis benefícios desse contato e desse tempo de qualidade passado em família, tempo junto planejado de forma intencional. Sejamos criativos! Perdemos o hábito de pensar. Não temos tempo pra isso! Mas vejo o quanto podemos estar perdendo da vida como ela deveria ser. Então vale a pena o esforço. Há meios. Não dá pra citar nada aqui porque cada família é singular. O apelo que junto ao depoimento desse jovem é: vamos parar de correr um pouco, respirar, olhar em volta e pensar. O que eu posso fazer hoje para passar mais 15 minutos por dia, que seja, junto do meu filho, com minha família? Vamos lá, coragem! Vai se surpreender!

Educação Domiciliar

Menino sozinho.jpg

Por Gabriel Santos (14 anos)

Quando estudava na escola, eu e meus colegas conversávamos sobre o tempo que passávamos com as nossas famílias e a união que tínhamos com elas. Uns falavam que preferiam ficar a sós, assistindo TV ou jogando videogame. Outros falavam que os pais sempre ficavam fora trabalhando. E alguns falavam que os pais passavam o dia inteiro na frente do computador ou do celular, marcando compromissos, estudando, conversando ou resolvendo contas. Mas quando falei que eu e minha família tentávamos ficar ao máximo juntos e que tentávamos ter as refeições juntos todos os dias, eles ficaram espantados: “O quê?! Seus pais tem tempo para você?”

Nos dias de hoje, o trabalho tem sido o principal objetivo na vida das pessoas. Eles chegam a tomar o lugar do tempo da comunhão da família. A sociedade tem falado que é obrigatório fazer o mestrado e o doutorado e…

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Educação Domiciliar, Geral, Papos Diversos

Vamos ler para os pequenos?

Por Lícia Arruda Vivemos tempos em que a leitura não faz parte do dia-a-dia de muitas famílias. Tenho a impressão de que estão todos cansados demais, enfadados demais, impacientes demais e “virtualizados” demais para separar tempo para ler para os filhos. A televisão e, sobretudo, a internet, com suas enlouquecedoras redes sociais, estão minando o…

via Bons Livros Fazem a Diferença! — Educação Domiciliar

De Gênesis a Apocalipse, Educação Domiciliar, Geral

“Screen time” – tempo de tela

Fantástico! Estou reblogando o post logo abaixo porque achei muito pertinente.

O filme Gente Grande, de Adam Sandler retrata um pouco dessa realidade das crianças filhas da modernidade, se podemos chamar assim.

Nada como o tempo em família. A esse respeito também recomendo o livro A Experiência da Mesa, de Devi Titus. Sempre lembro do relato da jovem, que desistiu de ir a uma balada com amigos, fugindo à noite pela janela do seu quarto, já que os pais não consentiram que ela fosse. Ela desistiu porque não queria estragar, com esse incidente, o clima familiar em sua casa e azedar o melhor de todos os momentos, na opinião dela, que era a hora do jantar, quando todos se reuniam à mesa e compartilhavam seu dia. Parece irreal? Sim, já chegamos bem longe disso. Mas ainda é possível. O post abaixo prova exatamente isso. Contudo, num lar dominado pelas telinhas, com certeza será bem mais difícil imaginar uma cena assim.

Estejamos atentos e façamos o que é preciso, ainda que isso implique em realizar alguns ajustes. Os resultados serão recompensadores.

Educação em Família

Alguns anos atrás li uma reportagem interessante sobre pessoas importantes em Silicon Valley, e como controlavam severamente o acesso dos seus filhos à tecnologia que os próprios pais desenvolviam e vendiam. Um destes pais era o Steve Jobs.

Muitos estudos comprovam que exposição a telas pode ser prejudicial para os nossos filhos. Em nossa casa impomos limites estritos no uso do computador e outras telas. As crianças têm uma hora por semana para jogar ou assistir vídeos no computador ou iPad. Ocasionalmente a família assista um filme ou algum vídeo juntos, mas isto talvez algumas vezes por mês. Além disto, usamos as telas apenas para pesquisa ou para a educação (por exemplo, IXL.com).

Notamos ao longo dos últimos 20 anos que na medida que as crianças têm mais acesso aos jogos e filmes, elas têm menos capacidade de achar seu próprio divertimento. Crianças viciadas em telas logo logo falam “Não…

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