Educação Domiciliar, Papos Diversos

Opções para a mãe que trabalha fora (mas queria ficar em casa)

Olá, mamães!

Retomando o assunto sobre a importância da nossa presença em casa, vamos partir para algo mais prático e menos desesperador: opções.

O que nós,  mães que precisam trabalhar fora por questões financeiras mas gostariam de ficar em casa com os pequenos, podemos fazer para tentar solucionar nossa difícil equação?

Vamos atacar em duas frentes: redução de custos e geração de renda. Neste post, falaremos de redução de custos.

No primeiro post sobre o assunto, lancei no ar algumas possibilidades de fazermos economia. Hoje vamos destrinchar melhor cada uma delas e falar sobre outras.

  • Salão de beleza: reavalie suas necessidades, veja o que você pode fazer em casa sozinha ou com ajuda de uma amiga. Cheque as habilidades das meninas de sua turma. Alguém pode ensinar as outras a fazer uma boa maquiagem para o dia a dia, outra pode se oferecer para aplicar relaxante, pintura e tratamentos, enquanto alguém pode ser boa manicure. Lembre-se, tudo isso sem custo. Ajuda mútua. A idéia é economizar.
  • Prestação de serviços domésticos (diária, congelamento, lavanderia): tente tirar um dia na semana – sábado, talvez – para fazer você mesma. Mais uma vez a cooperação entre amigas pode funcionar bem. Ou vizinhas também,  que podem se tornar amigas depois disso. (Perdemos o senso de comunidade. É cada um por si. Quem topa tentar quebrar isso?) É por uma boa causa. Você pode fazer uma boa economia cortando esses gastos!
  • Almoço fora: reavalie. Quantas vezes por semana?  Onde? Se você trabalha fora todos os dias da semana coloque esse custo na ponta do lápis como seu custo de trabalho. Vamos falar sobre isso mais abaixo.
  • Abastecimento da casa: onde fazer as compras é importante. Há mercados que vendem em atacado e são mais em conta. Delicatessen não é lugar de fazer compra de mês. A padaria da esquina é uma tentação. Você nunca sai de lá apenas com o produto que foi buscar. Procure abastecer sua despensa de uma só vez, o tanto quanto possível.  Alguns itens são melhores e mais baratos se comprados em feiras. Procure as feiras do seu bairro. Frutas, legumes e verduras dificilmente serão melhores nos grandes mercados do que em feiras locais.
  • Energia: vire fiscal das luzes acesas (sem azucrinar o povo todo em casa, tá). Banhos quentes podem ser mais rápidos, passe as roupas de uma só vez, use lâmpadas fluorescentes, tire os aparelhos elétricos e eletrônicos da tomada à noite, não deixe aparelhos ligados se ninguém estiver assistindo, evite usar a máquina de lavar a noite (a energia é mais cara nesse horário).
  • Água: se você mora em condomínio onde a água não é individualizada poucas coisas poderá fazer aqui. A menos que inicie um movimento coletivo de economia, envolvendo o sindico, a fim de conseguirem baixar a taxa mensal do condomínio a partir da redução da conta de água. Seria espetacular uma iniciativa assim! Se você paga sua própria conta de água individualmente, além do uso moderado das torneiras e da reutilização de água que já sabemos, experimente colocar na caixa acoplada da descarga sanitária uma garrafa pet de meio litro, cheia de água. Após cada descarga, a caixa vai tornar a se encher com menos udo de água. Existem as descargas inteligentes também, mas se a sua é daquela burrinha mesmo pode usar este truque que funciona.
  • Telefonia/TV/Internet: Telefonia – Veja os pacotes família e compare com os planos individuais. Às vezes os individuais são mais vantajosos. TV – a verdade é que a maioria de nós tem pouquíssimo tempo pra desfrutar em frente à TV, mesmo quando há algo que se aproveite. Então, se ter um plano de TV fechada for mesmo essencial, opte pelos pacotes básicos. Lá já tem mais canais do que você e sua família vão dar conta de assistir.
  • Roupas: pesquisar lojas de Internet e lojas de bairro. Principalmente roupas femininas que costumam ser mais em conta que as masculinas e as infantis. Se queremos passar mais tempo em casa com os filhos pode valer muito à pena fazer um pequeno sacrifício nessa área.
  • Brinquedos: olx, mercado livre ou produção em casa. Esta última opção é ótima porque a brincadeira já começa na preparação do brinquedo e ainda pode envolver outros membros da família. Visite a sessão Brincar de Reciclar aqui do blog. Lá tem alguns experimentos que fizemos aqui em casa.
  • Passeios com as crianças: lugares públicos,  locais mais próximos que dispensem a utilização de transporte, brincadeiras com amigos na casa de cada um por vez, revezando, pra variar as brincadeiras – como opção ao shopping.
  • Perfumes: lojas de essência oferecem boas opções de importados. O preparo é bem simples. As essências acompanham manuais e muitas lojas oferecem o curso de uma dia (pago). Além disso sempre tem o Google e o YouTube que ensinam de tudo.

Para a mãe que trabalha fora e gostaria muito de ficar em casa com as crianças mas não pode por causa do orçamento, proponho a seguinte equação:

R = Receita do trabalho, seu salário líquido  (após todos os descontos legais serem abatidos). É o que vem de fato para o seu bolso.

C = Custos de trabalho. Sim! A gente gasta pra trabalhar! Vejamos: custos com transporte (público ou estacionamento pago e combustível), custos com alimentação, roupas, bolsa, sapato,  maquiagem, custos com beleza  (cabelo, pele, unhas – em alguns postos de trabalho isso é necessário, mesmo que você não seja vaidosa). Também não estou dizendo que se você não trabalhar fora vai ter que virar uma bruxa. Volte para as opções acima e veja que dá pra se cuidar de forma econômica.

S = saldo é quanto você realmente recebe após abater seus custos de trabalho de sua receita líquida.

R – C = S

Agora vamos colocar na equação outro tipo de custo que envolve seu trabalho indiretamente. A manutenção de sua casa. Uma vez que você está fora o dia inteiro, cinco dias por semana, provavelmente, você talvez tenha contratado uma babá e/ou uma diarista. Ou tenha colocado as crianças na creche. Some estas despesa, abata do seu saldo, que encontramos na fórmula acima e veja quanto você realmente lucra (L) com o suor do seu rosto. Não se surpeenda se o resultado de sua equação revelar um valor que não seja assim tão compensatório, principalmente se você estiver considerando custo-benefício. Pense que se você estiver em casa, todos estes custos (C e CI) podem ser totalmente eliminados ou reduzidos significativamente e a sua necessidade de trabalhar, reavaliada.

Elenquei, aqui, apenas algumas variáveis, mas você pode montar sua própria equação de acordo com sua realidade, como outros custos que não foram mencionados etc. O importante é que você ponha à luz o quanto a sua renda realmente significa no orçamento doméstico. Lógico que estou falando aqui apenas de dinheiro, tanto para o bem quanto para o mal, porque o tema é economizar para não precisar trabalhar fora ou poder trabalhar menos horas. Não estou levando em consideração nem a realização profissional de quem trabalha e nem as vantagens afetivas de estar em casa, a despeito de qualquer lucro financeiro. Esta parte final é óbvia, pois disto é que estamos justamente tratando. Falo aqui para mães que prefeririam estar em casa a ter que trabalhar. Entendo (e conheço) mulheres que trabalham, não por necessidade, mas por prazer, por realização pessoal. Não é para elas este texto.

Para as que estão na mesma luta que eu, sugiro: faça as contas e veja se você não está pagando pra trabalhar. Já vi mães assim.

No próximo post vamos pensar em formas de ganhar dinheiro dentro de casa! Até lá.

Deixe sua participação sobre este tema aí embaixo, nos comentários. Vamos trocar idéias.

Bjos a todas e até o próximo post.