De Gênesis a Apocalipse, Educação Domiciliar, Geral

Lições para a vida: ensinar pelo exemplo

Nas estações do metrô em nossa cidade, há uma campanha de doação de roupas para pessoas carentes. Uma ótima iniciativa! Embora nossa família já cultive, há muitos, anos o hábito de doar todas as roupas que não são mais usadas por qualquer razão, desde que em boas condições, achei esta campanha uma ótima oportunidade para demonstrar a Daniel, de forma prática, o exercício da solidariedade. Separamos juntos, em casa, as roupas que seriam doadas, e todos nós contribuímos com alguma peça. Colocamos a roupa dele em uma sacolinha a parte para que ele mesmo pudesse levar e depositar na caixa coletora. Enquanto arrumávamos as sacolas aproveitamos para falar com ele sobre ajudar as outras pessoas, sobre sermos gratos pelo que temos e sobre dividir. Saindo de casa, encontramos um dos funcionários do condomínio, a quem ele foi contando o que estava indo fazer e porque.

Muito se fala sobre as virtudes que desejamos ver em nossos filhos a medida que eles forem crescendo, e podemos ensinar várias coisas através de palavras, com muitas explicações convincentes. Porém, tenho plena certeza de que nada é mais relevante para a memorização do aprendiz do que a vivência daquilo que se aprende. Principalmente, se ele puder observar a prática na vida daqueles que pretendem lhe ensinar. A melhor maneira de ajudar uma criança a tornar-se um adulto honesto, respeitador, íntegro e justo é sendo honesto, respeitador, íntegro e justo em sua própria conduta enquanto caminha lado a lado com a criança pela vida. As crianças necessitam muito menos de discursos sobre o que é certo e muito mais de bons exemplos a seguir, nos quais possam se espelhar. Como têm percepção aguçada, podem captar facilmente o quão convictos nós somos daquilo que pretendemos lhes ensinar. E, logicamente, se alguém não pratica o que defende, não importa o quão caloroso e eloquente seja o seu discurso sobre aquilo, ninguém será convencido. Uma vez li num livro a seguinte frase: “Como podemos criar filhos apaixonados por Jesus?”, e a resposta era: “Sendo nós mesmos apaixonados por Ele.”

Não tenho dúvidas de que esta experiência, primeira de muitas na vida dele, tenha deixado fortes impressões nele e ajude a moldar o seu caráter a fim de que, quando chegar o momento,  seja ele mesmo quem tomará a iniciativa de doar um pouco de si em favor do seu próximo.

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De Gênesis a Apocalipse, Mãe Esposa, Reflexão do Dia

Homem com H

Lembram daquele texto da Marta Medeiros, intitulado “O mulherão”? Estava aqui pensando que se houvesse uma versão masculina do Mulherão ele seria mais ou menos assim:

Homem com H!

Homem com H é aquele que se levanta de madrugada junto com a mulher para ajudar com o bebê;

É o que deixa seu prato esfriando na mesa do fast food e vai comprar a comida da esposa que está sentada, com o bebê dormindo no colo;

É aquele que levanta cedo de manhã, junto com a mulher, pra ajudar a preparar as coisas antes de sair para o trabalho;

Se encarrega dos filhos e do que mais for preciso pelo tempo necessário para a mulher se isolar e colocar ideias e planos no papel.

Homem com H, macho mesmo, sufoca suas necessidades em compreensão ao sono, cansaço e estresse da esposa (não vale abusar deles);

Continua amando e desejando a mulher, mesmo depois de uns anos e quilos a mais;

Não deprecia, não faz piada torpe, antes, valoriza a mulher que tem;

Ajuda a esposa nas tarefas da casa sem se sentir diminuído por isso.

Homem com H não tem medo de ser perseguido pelos amigos por não ficar nas rodinhas “masculinas” dissecando as colegas de trabalho (esse é macho!);

Chega em casa cansado do trabalho e vai brincar com o filho no chão da sala;

Pede opinião da esposa antes de tomar decisões importantes e não tem medo de ser taxado de “dominado”, porque sabe que boas relações são construídas de companheirismo, confiança e cumplicidade;

Reconhece o valor da mulher ao seu lado e não tem vergonha de falar disso pra quem quiser ouvir.

Homem com H reconhece que a mulher é mais frágil em alguns aspectos, mas não inferior;

Não despreza as diferenças entre os gêneros, antes, aprecia-as e trata sua esposa com a honra que é devida;

Não se utiliza da comissão bíblica para a liderança como pretexto para fazer imposições injustas e exercer tirania sobre a mulher e os filhos;

Em suma, aceita e assume com honra seu papel na família, sabendo que é inteiramente responsável pela família que Deus lhe deu e que a Ele dará contas.

Envie aos homens com H que você conhece e às mulheres também, para que elas saibam reconhecê-los.

Bjos e até a próxima!

Mãe Esposa, Sem categoria

Fazendo os ajustes necessários no casamento

Então você estava solteira e por causa disso tinha muitos problemas. A maioria de suas amigas estava casada ou namorando sério e você não tinha companhia para sair, o tempo passando e você começava a ficar preocupada se ainda conseguiria se casar. Mais que isso, você já estava se perguntando se ainda daria tempo de ter filhos! E se tentasse assistir um filme para relaxar e desviar os pensamentos o negócio só piorava, porque logo começava a beijação na tela e você, ali, sozinha no sofá! Ainda tinha que lidar com os hormônios gritando e acabava indo se afogar no chuveiro frio depois do filme.

Mas você casou! Apareceu aquele bom e velho príncipe encantado, ou nem tanto, mas serviu. E seus problemas acabaram! Só que não… Na verdade, você não quer admitir mas até já chegou a sentir falta daqueles dias de tranquila solidão.

O relato imaginário acima descreve apenas um dos cenários em que alguém pode ser levado ao altar esperando encontrar um mundo perfeito e livre de problemas. Contudo, relações humanas são algo complexo e a relação conjugal talvez seja a mais complexa de todas. Já era de se esperar por turbulências no trajeto…!

Há pouco tempo, ganhei de presente uma Bíblia de Estudos muito especial e, um belo dia, me deparei com o maravilhoso texto que agora compartilho com vocês, para conforto e direção:

Ajustando-se um ao outro¹

No casamento, Deus une duas pessoas de criações, gostos e visões diferentes – e isso significa problemas de ajuste. Tenho certeza de que você já percebeu isto! Mas você talvez não tenha notado que o segredo para fazer estes ajustes necessários em seu relacionamento é vocês dois verem um ao outro e o casamento como mais importante do que seus valores e desejos individuais. Na verdade, se você insistir em agarrar-se com unhas e dentes ao que você quer, nunca desenvolverá o tipo de relacionamento que realmente deseja.

Lembre-se de alguns desses fatos essenciais ao aprender a ajustar seu relacionamento:

  1. Reconheça que ajustes são inevitáveis – Todo casal tem que lidar com os grãos de areia no sapato. Lembre-se do que Tiago escreveu: Meus irmãos, tende gozo quando cairdes em várias tentações (Tg 1.2). Ele disse quando, e não se você se deparar com tentações. Ao começar a aceitar o fato de que você terá de fazer mudanças em seu comportamento e aprender a aceitar seu cônjuge como um presente de Deus, você estará seguindo na direção da unidade no casamento.
  2. Entenda que os ajustes têm um propósito – Deus usa problemas para unir duas pessoas diferentes em algo novo chamado nós. Ele usa os ajustes para ensinar-nos a amar outro ser humano drasticamente diferente e imperfeito. Assim, nos momentos fundamentais, Deus usará o seu casamento para mostrar-lhe como amar o que não era amado.
  3. Peça sabedoria a Deus para saber como viver com esta pessoa que é tão diferente de você – Em vez de tentar mudar seu cônjuge e corrigir todos os maus hábitos dele, aceite a situação ou ajuste a si próprio. Barbara lembra: “Tive de perceber que Deus precisou transformar Dennis. Eu não conseguiria.” E Martinho Lutero disse: “O casamento pode ser uma instituição, mas não é um reformatório!”
  4. Preocupe-se mais com seus pontos problemáticos do que com o de seu cônjuge – Jesus nos instruiu a tirar a trave de nossos olhos antes de tentarmos remover o argueiro dos olhos de outra pessoa (Mt 7.3-5). Na verdade, esse é um conselho dado (também) para o casamento. Se não estou disposto a fazer mudanças, como posso esperar que Barbara mude?
  5. Assuma o compromisso de lidar com os ajustes inevitáveis junto com seu cônjuge – O apóstolo Paulo ofereceu diretrizes para lidarmos com as discussões resultantes dos ajustes. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo (Fp 2.3). Esta é uma declaração de um relacionamento cheio de graça – dando espaço para o cônjuge ser diferente e sendo flexível em relação ao comportamento dele.

Examine minha lista de ajuste e escolha um que você gostaria de fazer por seu cônjuge.

Eu já escolhi o meu item na lista. E você?

Beijos e até a próxima!


1-

Bíblia de Estudos Preparando casais para a Vida. Por Dennis e Barbara Rainey. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013, pg.1240.
Reflexão do Dia, Sem categoria

Relações saudáveis

Brigar, gritar, impor idéias, nem de longe significa ter um Eu forte, mas, sim, frágil. Falar o que vem à mente, dizer sempre a verdade, nem sempre é a expressão de um Eu maduro, mas, sim, de quem não tem autocontrole. Um Eu forte e maduro aquieta sua ansiedade, protege quem ama, pede desculpas sem medo, aponta primeiro o dedo para si antes de falar dos erros do outro, repensa sua história, exige menos é se doa mais, não tem a necessidade neurótica de mudar quem está a seu redor, conhece, portanto, todas as letras do alfabeto do amor inteligente.

Por Augusto Cury.

CURY, Augusto. Mulheres inteligentes, relações saudáveis: o livro que toda mulher deveria ler antes de se relacionar. São Paulo: Editora Academia de Inteligência, 2011, pág. 10.

De Gênesis a Apocalipse

Algumas respostas para as nossas crises

“Seus filhos precisam de Jesus. É verdade que eles também precisam de uma soneca e de um sermão à moda antiga sobre a importância de ter modos, mas, acima de tudo,  eles precisam de Jesus. E, por mais chiliques que seu filho tenha ou seja lá quantos brinquedos ele se recusa a dividir, a disciplina das crianças pequenas se resume a uma só coisa: elas precisam de Jesus.

Como mãe, tenho a tenho a tendência de cair na armadilha de acreditar que meus filhos precisam de mim. Eles precisam de uma mãe que tenha um fluxograma de estratégias de disciplina na porta da geladeira e saiba exatamente quando argumentar de forma lógica e com amor e quando os colocar de castigo. Uma mãe que consegue conseguir a calma em meio ao maior chilique desses terríveis dois anos. Uma mãe que esteja disposta a se certificar que seus filhos se comportem bem. E, apesar de tudo isso ser importante, graças a Deus, o Senhor está nos bastidores, trabalhando para conquistar o coração, a mente e a alma de meus filhos. Sou, quando fico por conta apenas de minhas próprias forças, um total fracasso no que diz respeito à disciplina.

(…)

Agora que resumi a disciplina das crianças pequenas a apenas a verdade de que seu filho precisa de Jesus, preciso lhe dizer que isso não significa que você deve ignorar totalmente a disciplina. Embora seu filho precise de Jesus, ele também precisa de pais que o levem até Jesus. E parte desse caminho envolve salpicar cada conversa, cada momento de ternura e todo chilique mortífero e manha interminável com a oportunidade de mostrar a seu filho o amor perfeito, santo e salvador de Jesus.” 1

Olá meninas!

O texto acima não é meu. Fiz questão de iniciar o post com ele para tentar causar o mesmo impacto que senti quando o li. É assim que a amiga Eric MacPherson inicia o capítulo 2 de seu livro. E, hoje pela manhã, enquanto relia este trecho,  me lembrei de alguns episódios do nosso fim de semana em família. Enquanto passei momentos dramáticos me cobrindo de culpas pelo mau comportamento de meu filho (e pelo meu também), talvez estivesse com foco no lugar errado. Hoje cedo, ao me deparar com esta pérola de Erin, meu coração, ao mesmo tempo em que sentiu o peso da responsabilidade, encontrou grande refrigério e se tranquilizou. Simplesmente por perceber (ou lembrar) que as coisas concernentes ao comportamento de filho não se encerram neste plano e nem se resumem à minha capacidade como mãe. Não transferindo a responsabilidade pela educação dele para Deus, entendo que o coração de meu filho precisa ser transformado, assim como o meu. Gostaria de ter todas as ferramentas em minhas mãos para conseguir a obediência dele mas, percebo (e não sou a única) que, por mais que me esforce, não vou muito longe sem a ajuda de Jesus. Meu filho precisa de Jesus tanto quanto eu e qualquer pessoa precisamos. Tendemos a achar que as crianças são perfeitamente puras e que, em algum momento da vida, algo acontece e elas perdem o prumo. Mas a corrupção do coração é inerente ao gênero humano, por mais jovem que seja. Por isso, todos nós precisamos de intervenção soberana; de alguém que tenha poder para tocar a alma e fazê-la retroceder do mau caminho. Então, compreendi agora, claramente, aquilo que Erin quis dizer. Na primeira vez em que li este livro incrível, meu filhinho ainda não estava no pico da famigerada fase, por isso não consegui assimilar a leitura totalmente; me faltava o conhecimento prático que ajuda a internalizar o conhecimento, em vez de apenas memorizá-lo. Posso dizer que estou tendo uma avalanche de aulas práticas no momento!

Nada disso significa, no entanto, que devemos abandonar nossos esforços para infundir noções de disciplina e respeito e ordem e obediência em nossas crianças ou, que, devemos, a partir de agora, sentar e orar até que a criança esteja educada. Não significa que devemos abrir mão do papel que Deus nos atribuiu de ensinar nossos filhos nas áreas da saúde e segurança, moralidade e habilidades para a vida. Essas são nossas responsabilidades. Porém, o que fica claro é que, também, apenas isto, sem a adição da parte que cabe a Cristo e que não somos capazes de realizar, a disciplina das crianças será incompleta, quando não infrutífera.

De posse deste entendimento, trabalhemos nesta área da vida dos nossos filhos, moldando o coraçãozinho, desde já, para que tenha temor santo e amor a Jesus. E orar para que Deus molde, também, o nosso coração, a fim de que, no próximo ataque de birra, manha e malcriação, possamos ver as coisas desta perspectiva e não da nossa.

Erin ainda tem muito a nos ensinar neste mesmo capítulo do Guia Definitivo volume 3.

Aguardem!

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1 – MACPHERSON, Erin. Guia Definitivo da Mãe Cristã 3: Tudo o que você precisa saber sobre a idade das descobertas / Erin MacPherson; tradução Markus Hediger. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2014, pg 25-27.