De Gênesis a Apocalipse, Mãe Esposa, Papos Diversos

Porque Mãe Esposa

Olá, mamães!

Talvez você tenha se perguntado o porquê da categoria Mãe Esposa neste blog. E por que temos tantos textos falando sobre relacionamento conjugal. Bem, se você realmente ficou intrigada com estas questões é porque precisa mesmo refletir sobre os temas tratados aqui. O fato é que é muito fácil para uma mãe imbuída de todos os seus afazeres maternos esquecer que é, também, uma esposa. É triste, mas é fácil esquecer o companheiro da nossa mocidade, do nosso tempo de ainda-não-mãe.

Sim, porque as exigências da nova vida de mãe são exaustivas, as mudanças são tremendas, o descontrole hormonal absurdo, e nossa cabeça, uau….ela vai de 0 a 180km em minutos! Então, quando você tem um lindo e exigente bebê clamando por você o dia inteiro – e a noite também – aquele parceiro, antes charmoso e galante, se torna, rapidamente, força de trabalho adicional, ajudante, suporte, socorro e todos os outros adjetivos utilitários semelhantes que você imaginar. É isso mesmo! A gente esquece que tem marido para dar atenção, para fazer mimo, para cuidar. Durante o primeiro momento (que varia de tempo para cada mulher e para cada situação) é natural que seja assim. O final da gestação, o parto e a recente maternidade são avalanches na vida de quase toda mulher (como já disse antes, há algumas que tiram de letra). Precisamos mesmo de apoio. Mas o grande – e mais comum do que pensamos – perigo é que essa fase não acabe nunca e isso se torne uma constante na vida do casal; se torne o modus operandi natural do casamento. Isso é assassinato da relação conjugal! Não se pode viver assim por muito tempo porque as relações precisam ser nutridas com atenção, carinho, cuidados etc. Todas essas coisas que antes existiam (ou deviam existir) aos montes e, hoje, parecem só estar presentes na nossa relação com o bebê, que, às vezes, nem é mais tão bebê!

Onde isso pode nos levar? Com o que sempre sonhamos? Casamento, companheirismo, amor, romance, afeto, segurança emocional, família…opa! Aqui começam as sinalizações de alerta na estrada. Família se inicia desde que a gente casa: só o marido e a esposa. Daí para frente o que ocorre é ampliação dela com a chegada dos filhos. Mas, embora já houvesse uma família desde o casamento, é só quando os filhos chegam que esta noção ganha cores mais vivas. Agora, vejamos: marido, mulher, filhos = família. Todos estão presentes na equação. É assim que a família funciona bem. Mas, no dia a dia, às vezes, só a mulher – que agora se chama mãe – e os filhos, parecem atuar como partes integrantes e indispensáveis da família, deixando os cuidados com o matrimônio – embrião da sonhada família – cada vez mais distantes.

Não há como negar que filhos fazem o coração e a mente das mães gravitarem em torno deles. Muito mais do que os dos pais. Daí porque os homens que se tornam pais são apenas (sem qualquer tom de menosprezo) homens que se tornaram pais! Ao passo que as mulheres, por sua vez, viram mães! Viram mesmo! Quero dizer naquele sentido de se transformar em outra coisa, tipo entrando numa cabine telefônica e saindo de lá com capa esvoaçante e máscara, pronta para caçar os vilões da cidade! Ou, menos um pouco: só os vilões mais próximos de suas crias.

E onde raios, com tudo isso, vai se parar a Mulher? A Esposa? A Namorada? Depois de ter me transformado numa mãe, eu mesma senti falta de minha, digamos, esposice – assim que tive condições de me dar conta disso! Aqueles dias de correr para porta e recebê-lo perfumada, com beijos e abraços (lembram daquele marido sonhador?), viajaram para terras longínquas e nunca mais deram notícia! Mas graças a Deus por Ele ter me abençoado com um marido tão amável, dócil, parceiro, compreensivo e paciente (você não imagina o quanto)! E graças a Deus, também, por Ele ter me feito enxergar a tempo que o “eu esposa” estava ficando muito ausente e deixando meu precioso marido solitário.

Ah, e caso você ainda não tenha captado, é aí que entra a mãe esposa, porque, quando a heroína se recusa a, de tempos em tempos, tirar a capa e a máscara para voltar a ser apenas a esposa, a sonhada família corre riscos. E é para falar sobre isso que este canal foi criado aqui. Por esta e outras histórias surgiu o canal Mãe Esposa num blog sobre as aventuras e descobertas da maternidade. Afinal, a esposa não deixou de existir, ela apenas agregou uma nova função. Pense em você como um bombom sonho de valsa. Aquela grossa e deliciosa camada de chocolate é a capa da maternidade – é o você-mãe. E aquele bombom suculento, escondido lá dentro, é o você-esposa. E porque eu sei o quanto é difícil para esse pequeno bombom vencer a grossa cama de chocolate que o envolve absolutamente, deixo para você um souvenir da nossa amiga Erin MacPherson e espero te ajudar a atravessar esses dias onde tudo está de cabeça para baixo:

Descanso para a mãe ¹

Para quando estiver orando por seu casamento

“Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu; ele descansa entre os lírios.” (Cântico dos Cânticos 6:3)

Deus pai, pertenço a meu marido, e ele pertence a mim; e ainda assim muitos dias ignoramos um ao outro, deixando nosso relacionamento em banho-maria para que cuidemos de coisas menos importantes. Por favor, Senhor, ajude-me a tornar meu marido uma prioridade de modo que nós dois possamos andar confiantes no fato de que tu criaste nosso relacionamento para um propósito. Renova nosso amor um pelo outro e une-nos para que possamos vencer as lutas que enfrentamos. Amém.

Agora, seja esperta e ajude seu marido a encontrar o bombom em vez de ficar só comendo a cobertura de chocolate.

No próximo post teremos mais notícias de Erin sobre este assunto e, acreditem, vai ajudar muito!

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1 – MACPHERSON, Erin. Guia Definitivo da Mãe Cristã 3: Tudo o que você precisa saber sobre a idade das descobertas / Erin MacPherson; tradução Markus Hediger. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2014, pg 232.

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De Gênesis a Apocalipse, Mãe Esposa

Orando por seu marido – Parte III: o mundo espiritual por trás das cortinas

Existe um reino espiritual, um “mundo paralelo” que nós não visualizamos, onde as coisas se desenrolam e, sem pedir licença, estendem seus efeitos sobre a vida que nós vemos e sentimos. No palco principal está a vida como a vivemos e onde percebemos o desdobramento das coisas. Por trás das cortinas, contudo, estão acontecendo coisas que têm efeito direto no que ocorre no “palco”. É o mundo espiritual. Não pense nem por um minuto que quando você convida seu marido para orar – ou, mesmo quando fica esperando por esta iniciativa da parte dele e nada acontece – é apenas a falta de vontade dele, preguiça, desinteresse ou falta de responsabilidade que estão em jogo. Na mesma hora, está se desenrolando uma verdadeira batalha naquele mundo paralelo, logo ali, atrás das cortinas, fazendo pressão sobre ele, com o único objetivo de impedir que ele faça o que tem que fazer.

Acredito que exista algo além de um conjuntura social negativa impedindo que homens de fé assumam seus postos de liderança e encarem suas responsabilidades na família. Se a esfera espiritual existe, por trás das cortinas, não é apenas o que ocorre diante de nossos olhos, no palco, que pode ser considerado como causador disso ou daquilo.

E onde nós, mulheres, entramos nessa história? Afinal de contas, esta é a batalha espiritual dos homens e nós já temos as nossas próprias. Já carregamos nossas responsabilidades e preocupações. Já enfrentamos cobranças de toda sorte, principalmente as autocobranças. Não, não é nada fácil mesmo pegar no arado junto com o marido. Na verdade, o que a maioria de nós deseja, seja uma crente bíblica ou não, é ser amparada pela fortaleza  do parceiro ao seu lado. Acredito, de prosear aqui, ler ali e observar acolá, que poucas mulheres desejam realmente dominar os homens ao seu lado e ocupar os seu lugares, demonstrando possuir maior força do que eles. Algumas há que o fazem “com louvor”, mas me parecem fazê-lo muito mais por ressentimento, vingança e revolta diante da falta de opção – e não por prazer. Se sentem orgulho nisso, em dizer: “Sou mais eu!”, é um orgulho meio às avesas, arrogante e magoado. Não exatamente regozijado com seu feito. Vejam, o mundo é imenso. Há todo tipo de pensamento em voga. Estas são observações pontuais, não uma nova teoria em desenvolvimento. Mesmo assim, acho que vale a pena a auto análise para quem se deu o trabalho de ler até aqui.

Antes de casar, fiz uma lista de características desejáveis num homem e apresentei a Deus em oração. Uma delas, era que o meu futuro marido me levasse mais perto de Deus. Essa sentença não é tão simples assim e tem muitas implicações mesmo. Quer dizer, por exemplo, que eu esperava um sacerdote típico no lar, alguém me exortasse e corrigisse 24 horas por dia. Que me cobrasse leitura de Bíblia e vida de oração, me ajudasse a vigiar minhas condutas e me alertasse ao menor sinal de pecado. Provavelmente eu sou a única por aqui que deseja isso, certo…?

Daí, como fica minha mente quando a palavra “ajudadora” deixa de ser um conceito abstrato, no máximo um adjetivo bonitinho para as esposas, e se desdobra diante de mim em definições, tarefas e responsabilidades? Até que a poeira assente a gente demora a se encaixar na definição. Briga pra não se enquadrar e fica por aí de birra com Deus perguntando: “Aí, Senhor, cadê o varão que o senhor preparou pra mim? É esse aí?! Assim?! Sou mais eu!”

Mas o quebra-cabeças de Deus se encaixa de forma perfeita e inequívoca. Se ele tivesse feito o homem para ser super nós não seríamos ajudadoras. E uma coisa é fato: queixas não produzem mudanças. Assim, podemos “optar” (como se houvesse alguma outra saída inteligente) por assumir nossos postos e servirmos de de atalaia, sobre a vida de nossos maridos, não para vigiar seus passos ou apontar suas falhas, mas para oferecer o necessário suporte em oração, sem o qual, talvez, eles não tenham muitas chances de vencer.

Quem tá nessa luta passa a mensagem adiante! Mulher fala demais, mas nem sempre fala o que edifica. Se você se sentiu edificada, edifique outra e vamos usar nosso inigualável dom de comunicação para produzir mais que reclamações: vamos produzir mudanças!

De Gênesis a Apocalipse, Mãe Esposa

Orando por seu marido – Parte II: como orar?

Olá mamães esposas!

Vamos partir para a prática hoje, que tal? Não, nem pense que terei a soberba pretensão de lhe ensinar a orar. Acontece que, muitas vezes, as orações de outras pessoas me deram idéias, direções. Óbvio que você sabe que a oração é uma coisa singular, assim como essa minha conversa com você (guardadas as devidas proporções). Ninguém pode dizer a você nem a mim de que forma conversar com outra pessoa. Muito menos com Deus. Portanto, as linhas que seguem são apenas sugestões. Você pode utilizar na íntegra, modificar ou, simplesmente, ter uma nova idéia.

Vamos falar de oração nua e crua, tanto quanto possível. Nada de petições genéricas com ares de piedade que fazem a gente ficar bonitinha na fita. Vamos orar de verdade por aquilo que são nossas reais preocupações com nossos maridos. Talvez alguns homens que cheguem a ler este post se sintam um pouco desconcertados com alguns de nossos pedidos. Como eu disse, vamos fazer de conta que estamos no esconderijo do nosso quarto, a sós com o Pai, e por a nu tudo o que nos perturba. Rasgar o coração com o Único que pode trazer soluções.

  • Que ele seja forte e corajoso para assumir o papel de liderança em seu lar.
  • Que ele seja fortalecido em Cristo e vença a oposição espiritual que busca impedir  a liderança dele.
  • Que ele seja bem sucedido em tudo o que fizer no trabalho.
  • Que ele tenha inteligência e perspicácia para solucionar problemas.
  • Que seus esforços no trabalho sejam reconhecidos.
  • Que ele tenha uma ambição saudável.
  • Que ele tenha boa fama.
  • Que ele abençoe a vida de todos que passarem por ele.
  • Que ele não tenha vergonha de compartilhar sua fé.
  • Que ele saiba se afastar de conversas imorais e maledicentes.
  • Que ele saiba resistir e desviar o olhar das mulheres vestidas sensualmente.
  • Que ele saiba resistir e desviar o olhar de cenas pornográficas, seja em impressos ou em vídeos.
  • Que as imagens sensuais que ele tenha visto não fiquem grudadas em sua memória produzindo pensamentos e desejos.
  • Que ele não seja vítima de calúnias e maledicências em seu local de trabalho.
  • Que ele não faça inimigos.
  • Que ele se mantenha honesto diante de possíveis propostas.
  • Que ele esteja na rua em segurança, livre de assaltos, acidentes, brigas e toda forma de violência e dano físico.

Não acabamos de criar uma lista de supermercado ou de coisas a fazer, onde cada item precisa apenas ser cumprido. São súplicas que devemos apresentar a Deus com ações de graças. Há algo de poderoso neste gesto.

Portanto, não deixe de acreditar que cada palavra sua dita em oração produzirá efeitos de paz na vida dele.

Bjos e boas orações a todas!

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Filipenses: 4. 6. Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; – Bíblia JFA Offline
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Orar por seu marido faz diferença

Será??

É interessante perceber como a oração é uma ferramenta tão eficaz e tão negligenciada por nós. Oramos pouco, oramos mal. Pedimos muito e não pensamos no que pedimos e nem por que. E, pior, ainda imaginamos que não adianta orar! Principalmente quando o ser, alvo da nossa oração, atende pelo nome de marido.

No que diz respeito a isso, oramos quando as coisas vão mal; quando acreditamos que o marido está causando muitos problemas e o casamento está por um fio. Mas, e quando tudo vai bem? E se ele é um bom homem, por assim dizer? Perfeito?! Não! Quem falou perfeito? Você leu perfeito? Ah, não, leia de novo. Eu disse bom; perfeito não. Enfim, se ele é um bom companheiro, um bom pai, amigo, presente, atencioso, amoroso, responsável… continuamos orando?

Um dia, no supermercado, vi uma senhora com uma camiseta que dizia assim: “mulheres de joelhos, casas de pé”. Creio que podemos dizer também “esposas de joelhos, maridos de pé”! Temo que nós nos acomodemos à determinação do sacerdócio do lar que pesa sobre os maridos e não assumamos a responsabilidade de sustentá-los espiritualmente na retaguarda. Podemos correr o risco de ficar esperando ser alimentadas e fortalecidas espiritualmente por eles, já que eles devem ser os sacerdotes do lar – e o são, queiram(os) ou não. Contudo, se vamos falar de papéis, recai sobre nós o de ajudadora. Mas é claro que você já ouviu isso milhões de vezes em reuniões de mulheres, não é? Então…por que não ajuda?! Talvez você olhe para ele todos os dias e pense que nada pode mudá-lo ou que, em vez disso, tudo está tão bem que não necessita da sua ajuda.

Afinal, orar pelo cônjuge surte mesmo algum efeito?

Veja o que pensa este marido ¹:

Eu não sei se poderia passar num teste para determinar quando minha esposa está orando por mim e quando ela não está. Mas eu posso dizer que faz uma enorme diferença saber que ela está orando. Isto muda o meu relacionamento com ela. Isto muda o  modo como eu vejo o mundo. Isto muda meu relacionamento com Deus.

(…)

Sabendo que meu dia está coberto por oração – quer esteja eu tendo um dia bom ou um dia ruim – modifica o modo como posso abordar o próximo dia ruim. E ele está logo ali depois da esquina.

E em meio a tudo, existe a sutil mudança em meu relacionamento com minha esposa. Através das orações específicas dela por mim e por meu mundo, nós nos unimos de formas mais íntimas. Ela não é uma expectadora passiva em minha vida. Ela está ativamente ao meu lado em todas as coisas, até nas áreas em que não está diretamente envolvida. Ela se torna uma adorada parceira em minhas lutas e um suporte em meus pontos fracos. Eu preciso disso.

Conheço um outro marido que disse, recentemente: “Me sinto mais protegido. Transformado.”, falando a respeito das orações da esposa por ele. Este foi o meu marido.

E este é apenas um lado da significância de nossa oração na vida deles. Agora, vamos para a parte onde entra em ação Aquele que escuta as orações. Abaixo, seguem relatos de esposas contando algumas de suas experiências orando por seus cônjuges e obtendo resposta de Deus:

Sim, lembro de uma vez em que ele estava muito nervoso e cansado por ter mudado o turno no trabalho. Orei a Deus para que ele se adaptasse o mais rápido possível no novo horário. Durante o dia, ele não conseguia relaxar e descansar para recuperar a noite que passou acordado. Após a oração, a resposta veio rápida: no dia seguinte, ele conversou comigo que estava gostando muito do novo horário de trabalho e percebi que já dormia bem mais tranquilo e conseguia descansar.

Tem coisas que precisamos falar com nossos maridos para compreendê-los melhor. Mas, às vezes, é necessário falarmos com Deus para que nossos maridos consigam entender o que se passa com eles mesmos.

Por Eliana Barros

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Oração respondida. 1X0.

Havia um jogo de dominó todos os dias em que ele, e também outros vizinhos,  estavam de folga. E era sempre no final da tarde para início da noite, na entrada do prédio, no play. Sempre que eu chegava do trabalho, estava ele lá, com vários vizinhos, na maior algazarra. Era motivo de aborrecimentos e, também, de constrangimento. E, consequentemente, brigas. Eu dizia: “se somos um, logo … eu não estou confortável.”

Mas, graças a Deus tudo ficou no passado. Como? Orar, orar, orar! E confiar. E descansar, que foi uma parte muito difícil.

Por Neide Márcia

neide

Oração respondida de novo. 2X0.

Ah, o que eu mais me lembro é de quando orávamos antes de casarmos, e orávamos pelo nosso casamento, mas sempre juntos. Deus abriu as portas para o casamento, e depois oramos para que ele conseguisse engajar no quartel, depois para conseguir um emprego ao sair do quartel e concursos… mas sempre era algo que estavamos juntos em oração. Lembro uma vez que pedi a Deus que, se pudesse escolher entre eu e ele ser aprovado num determinado concurso, eu queria que ele fosse, pela questão dele se sentir melhor, por ganhar mais…

Às vezes, orávamos juntos na igreja, tenho saudades disso…
Outras vezes, cada um orava em seu horário, mas com os mesmos propósitos.

Por M.F.G.

Todas as orações respondidas. 100X0.

Perceba que são três relatos bem diferentes. Cada um deles tem sua própria característica, seu foco; nunca é a mesma coisa nem são os mesmos problemas. O que há de comum a todos é a resposta de Deus ao clamor de esposas atentas às necessidades de seus maridos e do casamento. Com isto sempre podemos contar!

Bjos a todas e boas orações!

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1 – LIPI, Kathi. Praying God’s word for your husband. Edição e-book, 2012.

De Gênesis a Apocalipse, Mãe Esposa

Mãe esposa

Meninas, preciso confessar que quando comecei a planejar este post – inaugurando uma nova categoria aqui no blog – tinha outra coisa em mente. Bem diferente… Mas percebo, a cada dia, que o blog tem vida própria, como as cidades (esta é a Urbanista em mim falando). E vou seguir com o plano inicial deixando rolar o que rolar, pois a proposta aqui é vida real. E o que tá rolando, no momento, é mais ou menos assim…

É enorme a quantidade de mães com bebês até os dois ou três anos de idade (que ouvi até agora) que se queixam de crise no casamentos. Incrível a quantidade de vezes que ouço falar em divórcio, nesse contexto, como solução para os problemas. Não são poucos, também, os divórcios que se concretizam.

Como são difíceis esses primeiros anos, depois que nos tornamos pais e mães! Como é difícil administrar a nova vida e manter um casamento saudável! Como o casamento sofre nessa fase! O primeiro ano talvez seja o mais difícil. Estamos no terceiro ano,  quase entrando no quarto e, para nós, o primeiro foi bem difícil (embora agora não esteja fácil). É como num jogo de vídeo game (é assim que chama hoje?… sou do tempo do Atari) – vai mudando de fase! Mas, aí, não sei se a gente já vai ficando mais tarimbado um pouquinho ou se o tipo de dificuldade é mais fácil (perdão, menos difícil) de lidar.

Não é fácil ter filhos. E não há nada mais maravilhoso, também! Simplesmente indescritível, não há nada a que se possa comparar – nenhuma alegria, nenhuma emoção. Porém, ninguém avisa aos casais sobre a tempestade que está prestes desabar depois que um bebê adorável chega. Talvez por receio de ser mal interpretado e por vergonha de ser julgado cruel, insensível e desnaturado. Mas, a verdade é que não é fácil ter filhos e, hoje, quando vejo casais juntos há mais de duas décadas, com filhos crescidos, tenho uma admiração ainda maior do que tinha antes de termos o nosso filho. Porque já sei pelo menos a primeira parte do que eles tiveram que enfrentar para chegar até ali. Cansaço, privações de todos os tipos, esfriamento, incertezas, vontade de desistir, às vezes, até desesperança. E ninguém me venha com esse papo de “casamento de fachada” ou “casados e infelizes”. Isso seria desmerecer totalmente a coragem de quem faz a opção pelo caminho mais difícil, porque a saída pela porta dos fundos existe e todo casal pode optar por ela. Mas alguns preferem seguir pelo caminho árduo, porém, seguro e compensador.

Não caberiam em livros, muito menos num post, as considerações sobre as possíveis razões para que um casamento se mantenha coeso depois dessa tempestade mas, um bom começo é algo como isso:

Troy

Antes de ter filhos, tinha uma visão do que seria chegar em casa depois do trabalho todas as noites. Assim que abrisse a porta, minha esposa cairia em meus braços com um sorriso delicioso em seu semblante, empolgadíssima por ter o amor de sua vida em casa; as crianças viriam correndo com alegres gritos, “Papai!”, e abraçariam minhas pernas. Depois, eu me sentaria no sofá com uma bebida, um filho em cada joelho enquanto eu relaxava e me regalava com meus preciosos  (e muito bem comportados) filhos e suas aventuras diárias.

Bem, pais, minha experiência tem sido um pouquinho distinta. Acontece que a pior hora do dia para as crianças, por mais estranho que possa parecer, é logo antes do jantar. Esse é o horário em que chego em casa depois de um longo dia de trabalho e em que minha mulher está com o pavio curtíssimo por causa de seu dia estafante. E digamos que não há nada parecido com abraços, sorrisos, beijos e gritos alegres (a menos que considere algo frenético como alegre) e, tampouco, a bebida no sofá.

Hoje em dia entro em casa e encontro minha esposa com os olhos arregalados, olhando para mim desesperada enquanto me entrega um bebê chorando, me diz para ignorar o filho pequeno que está tendo um chilique e se jogando no chão e implora para que eu lide com o filho que está de castigo no quarto porque decidiu levar o cachorro para nadar na banheira  (ou algum outro comportamento tão inventivo quanto esse). Não é nada parecido com o que imaginei  – com certeza -, e, às vezes, tudo parece aterrador.

Contudo, percebi algumas coisas. Primeiro, minha esposa e filhos precisam de mim quando retorno do trabalho. Do tipo, eles realmente precisam de mim. E, por mais que eu necessite de um pouco de sossego para desacelerar depois de um longo dia de trabalho, não é possível que a prioridade seja sempre a minha. Aprendi a entrar em casa com a expectativa de que vou ser jogado de imediato no caos das crianças e de que vou fazer isso com alegria – porque amo meus filhos e amo minha esposa e quero ser o melhor pai e marido que puder. Às vezes isso significa cuidar do cachorro molhado depois da natação na banheira e de uma criança levada de quatro anos. (1)

Então, garotas, o que acham?Algo assim ajudaria um pouquinho? Uma salva de palmas pra esse marido! São palavras de um homem de verdade. Mas isso é assunto pra outro post! 😉

Mãe Esposa oficialmente no ar! Vamos nessa que tem muita água pra rolar por aqui!

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1 – MACPHERSON, Erin. Guia Definitivo da Mãe Cristã 3: Tudo o que você precisa saber sobre a idade das descobertas / Erin MacPherson; tradução Markus Hediger. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2014, pg 179 e 180.