De Gênesis a Apocalipse, Papos Diversos, Parada Literária

Filhos, amor, disciplina e Cristo

Uau!  Que mistura boa hein!

Tudo bem, meninas?

Hoje quem vai inspirar nossas reflexões é uma excelente autora e irmã em Cristo, Erin MacPherson. Erin é mãe de três crianças e decidiu começar a escrever sobre as experiências da maternidade quando descobriu que estava grávida pela primeira vez.

Incrível como a literatura nos transporta e aproxima mundos tão distintos  (ou nem tanto)! Quando estava relendo este livro de Erin, hoje, me senti tão íntima dela, tão igual, tão reconfortada como quem escuta a voz de uma amiga dizendo palavras de consolo num momento difícil. Devo dizer que amo esta irmã sem conhecê-la. Nada no modo como ela escreve faz com que você a veja no alto de um pedestal de sabedoria e superioridade, tão distante de você, mãe descabelada. Ao contrário. Ela revela o tempo inteiro que é tão descabelada e desesperada quanto qualquer uma de nós. Por isso mesmo, toda vez que leio Erin, me sinto com a cabeça no colo de uma amiga muito querida.

Por estes e outros motivos, ela se tornou uma das minhas leituras preferidas, entrando boa disputa com o professor John Holt, por quem tenho admiração confessa. Mas Erin ataca em outra frente. A maternidade amparada e guiada pelo cristianismo. Que Deus a abençoe e continue usando nessa missão de socorrer mães ao redor de todo o mundo, onde quer que seus livros cheguem.  Só eu sei quanta ajuda recebi, quanta força tirei da leitura dos dois livros* que tenho da série Guia Definitivo da Mãe Cristã (disponível em 4 volumes, sendo o primeiro dedicado à mãe ainda gestante). Recomendo fortemente a leitura dessa obra, podendo falar por experiência própria do quão útil ela é a nós mães, principalmente aquelas que entendem a Bíblia como um guia para a vida, inspirado diretamente pelo próprio Deus.

Lembro de sempre chorar bastante logo que comecei a ler o volume 2. A maneira como ela encontra o âmago da mãe leitora não seria possível senão a uma mãe escritora. Por isso, vou compartilhar com vocês algumas das pérolas de Erin inspirada pelo Espírito de Deus (creio sinceramente nisso) que ajudaram a moldar a mãe que sou hoje e a que tenho como um ideal chegar a ser algum dia. Prossigo para o alvo, como diz o apóstolo Paulo. Porém, que estes petiscos sirvam apenas para despertar o apetite de vocês, mamães. Que vocês leiam a obra completa e tenham suas próprias experiências,  façam sua própria interlocução com o texto. E, quem sabe, compartilhem com as amigas aqui no blog  😉

Com a palavra, Erin MacPherson:

“Pegue leve com você mesma

Sou perfeccionista, então tenho a tendência de pensar no comportamento de meus filhos como um reflexo direto de minhas atitudes. Então, quando meus filhos agem de forma lamentável, culpo a mim mesma por ser uma péssima mãe. Contudo, a regra da mamãe nº 1.345 recomenda algo distinto: você não é uma mãe fracassada porque seu filho sujou de iogurte aquela saia especial de sua sogra, ou não comeu nada além de salgadinho e bala nos últimos nove dias. E, tampouco, porque roubou o brinquedo de outra criança no parquinho.

Não estou sugerindo que você não deva lidar com essas questões – deve sim -, mas não deve ser rígida demais consigo mesma só porque têm dias em que seu filho não está aquela maravilha. A maternidade é dura, e nenhuma mãe na história do mundo todo foi perfeita – nenhuma mesmo. Com isso em mente, até mesmo em seus piores momentos como mãe, pegue leve com você mesma. Deus usou alguns dos momentos mais difíceis que tive como mãe – momentos em que não tinha certeza se conseguiria chegar viva ao final do dia, e muito menos ao fim de 18 anos – para me ensinar a depender dele. E, para que Deus use essas tribulações para me ajudar a aprender e crescer, tenho de abrir mão delas e entregá-las a ele. Só ele pode endireitar nosso caminho – e o de nossos filhos.” ¹

Espero que tenham gostado de minha amiga íntima. Semana que vem tem mais dicas preciosas de Erin para nós.

Bjos!

* Só não tenho os quatro porque, infelizmente, quando descobri Erin já não estava mais na fase da gestação. E o quarto livro, que fala da próxima fase da vida de meu pequeno, já está na lista de aquisições para o próximo ano. 😉

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1 – MACPHERSON, Erin. Guia Definitivo da Mãe Cristã 3: Tudo o que você precisa saber sobre a idade das descobertas / Erin MacPherson; tradução Markus Hediger. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2014, pg 17 e 18.

 

Educação Domiciliar, Papos Diversos

Surpresas na experiência com leitura

Olá,  meninas!

Vim contar a vocês algo interessante que aconteceu na nossa experiência de ler em casa.

Lembro de ter ouvido o Chico dos Bonecos falar que o fato de as crianças estarem se mexendo durante a contação da história não significa que não estão prestando atenção. Acredito nele, que tem muita autoridade para falar sobre isso. Só não imaginava como podia ser isso. Ah, nossa mente adulta, tão engessada em padrões …

Antes mesmo de ler o post das meninas sobre leitura, meu marido e eu tínhamos visitado uma feira literária muito boa e, lá, adquirimos alguns materiais pra Dan. Um tal livro com fotos de ursinhos, chamado Os Gêmeos Bagunceiros, foi o que fez mais sucesso com ele. Porém, ele se encantou unicamente pela parte final, porque dava muita risada na interpretação da cena que eu fazia pra ele. E não me deixava mais ler nada da história. Um texto simplezinho, nada de mais. Nada parecido com as dicas de Licia Arruda que rebloguei outro dia. O forte deste material eram as fotos dos bichinhos. Mesmo assim, ele não queria ouvir mais nada, só o final.

Passaram várias semanas já desde a última vez que lemos este.

Ontem à noite ele me surpreendeu na hora de ir pra cama. Pediu Beto (É Bob, nós dois trocamos o nome. Beto é o tio deles) na cama. Tenho lido na cama com ele, antes de dormir. Eu perguntei: Beto e Bela?” pra me certificar que era isso mesmo. Ele disse que sim e ainda me disse: “Eh, os gêmeos bagunceiros! Eles são teimosos!” Eu disse que não, que eles eram bonzinhos e obedeciam a mamãe deles. Aí ele disse: “Eles são aventureiros, igual Dora!” Nessa altura eu já comecei a perceber que ele lembrava mesmo de alguma coisa da historinha. Aí ele falou, creio que querendo explicar o por que de chamar eles de aventureiros e teimosos: “A mamãe deles disse pra ficar longe do rio. Eles sabem nadar não!” Fiquei pasma! Aí provoquei: “E eles gostam de brincar do que, filho?” Sem hesitar ele disse, com um sorriso enorme de satisfação no rosto: “De lutinha!” Foi demais! Ganhei a noite ontem. E eu achando que ele não estava gostando da história e nem prestando atenção rs!

E o melhor é que sei que se eu tiver exagerado na babaçāo da cria vocês vão me entender ;-D

Até a próxima aventura na leitura!

 

Educação Domiciliar, Papos Diversos

O primeiro livro é inesquecível

Olá, mamães!

Dando continuidade à série sobre leitura, vou contar como tem sido a experiência aqui em casa.

Bom, não é a primeira vez que tento introduzir o hábito de ler para meu filho. Já havia feito algumas vezes com ele menor. Mas fiz sem muita consistência e sem certeza que aquilo daria certo mesmo. Depois de ler os artigos do blog Educação Domiciliar e de ter conhecido o professor Carlos Nadalin e suas dicas super úteis, tenho plena convicção do que estou fazendo, de como fazer e, o principal, por que fazer.

Lembrando de mim, desde pequenina, a leitura teve um papel muito importante em minha formação. Sempre havia livros, livretos e gibis em casa. Alguns deles meus pais haviam comprado pra mim quando eu ainda era bebê. Por isso, não sei precisar um momento em que tive o primeiro contato com o mundo das letras. Mas sei, com certeza, quando alguma coisa mudou – deixou de ser trivial e passou a ser especial.

O livro Memórias de um Cabo de Vassoura, de Orígenes Lessa, me transportou da “simples” decodificação dos símbolos ao mergulho para dentro do texto. E me lembro bem da sensação maravilhosa de ter meu próprio momento com a literatura. Era como se fosse um segredo agora, meu e do livro. Um mundo particular que eu partilhava com ele. Foi a minha descoberta individual. Não lembro se o livro fazia parte do currículo escolar, provavelmente sim. Mas o que fez toda a diferença foi minha descoberta pessoal. Não importa se alguém havia mandado ler aquilo. “Aquilo” agora era meu! Eu havia me apropriado da leitura e descoberto prazer em ler, independente da nota ou do que os professores podiam esperar de mim. Finalmente, me senti “independente” e autônoma!

Faço esse relato da minha experiência porque sei o quanto ela foi fundamental ao meu desenvolvimento intelectual e, por conseguinte, ao desenvolvimento do ser como um todo. Penso que esse tipo de experiência não deve ser furtada das crianças hoje, não obstante a existência dos meios multimidia disponíveis aos borbotões. Mais uma vez friso que não sou anti tecnologia, pelo contrário. Só acredito que há meios melhores e meios piores de se fazer utilização dela e é para isso que devemos atentar, no que diz respeito a nossos filhos.

Então, partindo desse princípio, tenho trabalhado para aproximar meu pequeno da literatura, buscando sempre boas referências. Tratei de adquirir os livros recomendados por Licia Arruda, e eles estão chegando lá em casa. Ontem recebemos Aderbal e o Dragão e O Menino do Dedo Verde. Já tínhamos recebido O Pequeno Fazendeiro, de Laura Ingalls.

Apresentei os livros a ele dizendo que aqueles eram DELE. Por que o destaque? Porque há vários livros no criado mudo e ele sabe que são meus. Deixo pegar, mexer, abrir, mas não deixo bagunçar MEUS livros. Por mais que também não vá liberar a bagunça nos livros dele achei por bem frisar a propriedade destes; penso que ele se sentiu importante tendo seus próprios livros, assim como a mamãe.

Daí começamos a leitura de Aderbal e O Dragão. A julgar pela experiência anterior com O Pequeno Fazendeiro achei que leria pra ele uma ou duas páginas,  no máximo. Acabamos lendo quase dois capítulos! O segundo ficou por uns parágrafos pra concluir.

Continua