Mãe Esposa, Papos Diversos, Reflexão do Dia

Reflexão de uma mãe amiga sobre a importância da unidade familiar

Hoje vou publicar o texto de uma amiga. É uma pequena reflexão mas muito coerente e reflete um insight de sensibilidade. Achei pertinente colocar aqui, na esperança de que este texto possa ser – mais que apenas um post – quem sabe, uma resposta para algumas.

Bjos a todas e segue o texto:

Outro dia estava assistindo uma série escolhida aleatoriamente na netflix, o pai sumiu de casa do “nada” depois de um jantar em família, após ouvir que a esposa havia conseguido um emprego. Ele estava desempregado. Sua esposa buscava reposta do pq dele ter abandonado a família e seus dois filhos pequenos, aparentemente com 4 e 6 anos. E de tanto as crianças perguntarem pelo pai e por ela estar cansada de dizer que ele estava viajando, ela sentou as crianças no colo e contou que o pai tinha ido embora, mas que ela estava ali com eles. Chorei muito assistindo aquela cena, e estou chorando agora também… Naquele momento, saí da posição de mãe e entrei na posição de filho… imaginei o quanto estava sendo difícil para as crianças receber tal notícia e me pus a refletir. Sou casada, tenho um filho saudável que desejamos e pedimos a Deus e louvo a Deus. Às vezes, usamos a frase “vamos nos separar” como se fosse a coisa mais natural do mundo ( e eu sei que a sociedade vê assim). Não me refiro a relacionamento abusivo, com violências, mas a relacionamentos com desentendimentos comuns entre duas pessoas que têm valores, pais e tiveram infância diferente. Poxa, as vezes dói a falta de apoio, de reconhecimento… mas pensemos o quanto nossos pequenos serão abalados e como isso influenciará toda a sua vida. Hoje eu ofereço essa reflexão, ofereço um abraço amigo, ofereço uma palavra amiga de que vai dar tudo certo, e é possível ser uma família feliz, sim!

Sobre o tema leia também Fazendo os ajustes necessários no casamento.

 

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Conta a sua história, Geral, Papos Diversos

Ninguém me disse que nem tudo seriam flores

Pois é! Aposto que aconteceu isso com você também. Assistindo a comerciais de fraldas, brinquedos educativos e essas coisas, a gente, às vezes, se deixa levar e esquece dos efeitos especiais por trás das câmeras. O chamariz da mídia é a perfeição! Aquela mãe com semblante sereno, cabelos em perfeito estado, sem olheiras e até sem a barriguinha inchada do pós-parto. Ah! Um sonho! Mas isso não é tudo. E o bebê?! Tranquilo,  dormindo ou acordado. Um anjo!

Não é verdade que esses momentos não existam, na verdade, há muitos deles (graças a Deus!). Mas a história não termina aí. O comercial acaba e a programação retorna, mas aquela imagem bem que ficou na sua mente Aquele ideal. E não é que de vez em quando aparecem umas na vida real com aquela mesma classe! Louvado seja Deus na vida de vocês, mamães, que passaram por essa fase assim, tão de boa, sem nenhuma turbulência no percurso. Mas verdade verdadeira é que a maioria das pobres mortais não têm essa mesma sorte. Igual cólica menstrual. Outro dia li uma matéria falando que um percentual bem pequeno (não lembro quanto) de mulheres não sofria com a bendita cólica. Assim é com a maternidade, sem dúvida.  A maioria de nós se depara com dias em que desconhecemos nossos pequenos, nossos bebezinhos dóceis. Onde foi parar aquela criança fofa que faz nossos olhos marejarem de emoção? Que horas foi que esse monstrinho birrento e malcriado engoliu meu filho e assumiu seu lugar? E, nessa altura, a gente já se pergunta na sequência, onde está aquela mãe encantada com sua cria que costumávamos ser…?

Sim, não é nada fácil. E eu queria ter certeza absoluta que isso vai passar, como eu sempre digo a um amiga mãe. Vai passar como as outras fases passaram. Só espero que não demore muito porque eu detesto gritar e me preocupo com desde a imagem de mim que meu filho está formando até com o possível desencadeamento de problemas emocionais futuros. Mas eu creio que vai sim passar como cada uma das fases que já passou. E nós vamos encontrar alegria e sentido nesta também. Sigamos em busca de respostas e soluções, ou, apenas respostas mesmo.

Mas este foi apenas mais um desabafo de mãe no fim de um dia muuuuuito difícil.

 

 

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Desabafo de mãe

Olá, mamães!

Vou fazer uma pausa no assunto polêmico e desabafar! Que fim de semana!! Sabe aqueles dias perfeitos em que a criança se comporta direitinho, come tudo sem queixa,  dorme nos horários certos, fica super bem humorada,  faz tudo o que você diz e ainda com um sorriso no rosto, os passeios são ótimos e você não passa nenhuma vergonha na frente de estranhos? Pois é. Agora pense no oposto de tudo isso aí … é o retrato do nosso fim de semana!

O pequeno  parece que tirou esses dois dias pra testar a paciência do pai e a minha. Aí, depois de passar a semana inteira trabalhando e ansiando pelo final de semana pra poder ficar perto do sujeitinho e fazer coisas juntos, ele apronta essa. Nós tínhamos um plano mas ele tinha outro!

É incrível como justo nesses dias aparecem até os conselheiros de plantão  (não requisitados), que não te conhecem nem sabem de sua luta, não sabem que você está desde às 6h da manhã labutando com uma criança que está agindo com tolices – na definição de Gary Ezzo é o “desafio franco e intencional”, (EZZO, 2012) diferente da criancice -, e chegam cheios de críticas às suas decisões. E pior: fazem isso na frente do pequeno monstrinho que está tentando te dominar no grito (literalmente)!

E aí?  O que é que faz num dia assim?! Senta e chora?

Comecei a escrever este post no olho do furacão. Agora que estou concluindo ele estamos já no meio da semana. E vou contar o que fizemos. Demos um tempo pra ele e pra nós também. Saímos da rota de colisão,  simples assim. Deixamos nosso fofinho aos cuidados da vovó e fomos bater perna. Espairecer. E sair de cima dele porque já estava sufocante tanta correção e reprimenda antes da metade do dia!

Foi isso. Jogamos a toalha por algumas horas e voltamos prontos pra recomeçar. Ele nem perguntou por nós durante nossa ausência. Mas na hora de dormir fez tanto denguinho e chamego que parecia ter entendido que ele também teve sua parcela de responsabilidade no mal-estar do nosso dia. E repetia “a mamãe ama eu”. E eu confirmava com entusiasmo!

Apesar de todo estresse que envolveu o dia e das inúmeras correções,  o sentimento de ser amado permaneceu. Não se perdeu por causa das repreensões. Todo mundo preferia ter passado o dia de outra forma mas aprendemos com o episódio.

Essas palavras de Ezzo me confortam e encerram este desabafo:

Conflitos com seu infante virão. Todavia, não é uma questão de encontrar o equilíbrio moral entre dois pontos de vista expressos de forma diversa (do pai e do infante), mas sim na educação e na insistência em um modo de vida que tem significado para a mãe (e) o pai[…] EZZO, 2012, pág 86.

Bjos e espero que esse relato tenha feito você se sentir menos só no mundo das surpresas da maternidade.

 

Referências:
EZZO, Gary e BUCKNAM, Robert. Educando Infantes – como criar filhos  de 2 a 3 anos. 1a edição. São Paulo: Universidade da Família, 2012: São Paulo.