De Gênesis a Apocalipse, Papos Diversos

Acionando o papai

Essa vai para as mamães de meninos!

Então, é menino! Se você tinha preferência ou não por uma menininha, o fato é que sua interação com essa criança será diferente. Na verdade, terá que ser. Você vai precisar de doses de paciência, energia e compreensão muito maiores. Talvez ele seja uma miniatura de seu marido! (Se isso é bom ou ruim você é quem vai dizer rs). Mas ele não vai ser seu companheiro de salão nem de compras. Porém, o papai sim, ganhou um parceiro! Então, aqui vão algumas dicas para as felizes mamães superproteroras cuja ficha ainda não caiu no que diz respeito à natureza de sua cria.

Seu bebê é um projeto de homem; um homem em miniatura. Sim, ele ainda é apenas um bebê mas está crescendo e se tornando um homem mais rápido do que seus olhos podem ver! Em algum momento, o pai vai passar a exercer grande influência sobre ele, naturalmente. Ele vai querer se parecer com o pai e vai se interessar muito por tudo o que diz respeito ao  seu mundo, à medida que for crescendo.

Portanto, não fique ressentida com isso, ao contrário, incentive o pai a passar tempo junto com ele, sem você por perto, de preferência, e fazer “coisas de meninos”. Deixe eles irem juntos até a barbearia na próxima vez que for cortar o cabelo (assim que for possível, dê adeus àqueles ótimos salões especializados em corte infantil ou à outra estratégia que você vem utilizando pra conseguir cortar aquele cabelo). Lá, ele vai estar no meio dos homens falando alto e gritando coisas sobre futebol, provavelmente discutindo e zoando uns com os outros. Um ambiente perfeito – para meninos.

Sugira ao papai levar seu menino ao trabalho dele, se for possível, pra que ele veja o que o pai faz no trabalho. Quando eles estiverem brincando de brincadeiras “pesadas”, por favor, não interfira (como eu faço 😦 ). Deixe eles se divertirem como sabem e gostam. Se não aguentar, saia do recinto. Estimule as brincadeiras entre eles e saia de cena sempre que possível – deixe-os à vontade. Nós gostamos de falar, os homens gostam de se mexer. Nas brincadeiras eles testam suas habilidades físicas e adquirem outras novas.

Você certamente deve gostar do ditado “pé de galinha não mata pinto”. Pois deve ser igualmente verdade que pé de galo não mata pinto, não acha? Eu sei que é difícil, porque eu vivo isso, mas dê um voto de confiança a esse ser desajeitado (agora, né… até ontem era um príncipe!) que ama seu filho tanto quanto você. Ah, é verdade! É filho dele também! Olha que descoberta incrível que nós fizemos!!

Estou zombando e levando na esportiva porque sei que nós tendemos a não confiar os cuidados de nossos pequenos tesouros aos pais. Sempre achamos eles distraídos, rudes e irresponsáveis. Uau! Tô mentindo, gente? Só que, se esse nosso comportamento tomar proporções exageradas, podemos conseguir fabricar um menino que tem medo de levar um tombo, por exemplo. Mas não me julguem machista. O fato é que homens e mulheres têm formas distintas de encarar o mundo e de se posicionar dentro dele (graças a Deus). Eu e você, amiga mãe, não conseguimos apresentar o universo masculino ao nosso filho homem. Nós nem ao menos temos idéia do que há neste universo! Eu sei, apenas – pelo pastor Cláudio Duarte – que existe a tal caixinha do nada rs. E isso é tudo! Sei que há mães que criam seus meninos sozinhas por inúmeras razões. A estas, também creio que Deus capacita de forma diferenciada, tanto mais se elas estiverem conscientes da importância de seu duplo papel e solicitarem a ajuda Dele – Deus é um grande estrategista e nunca é pego de surpresa em situação alguma. Assim, nada do que estou dizendo neste post se aplica a estas amigas mães. Porém, se houver por perto uma figura masculina muitíssimo confiável (um avô, pai, padrasto, tio etc), você pode aplicar as sugestões aqui apresentadas, se assim o desejar. Não vejo problema algum nisso porque o foco é a figura masculina, que pode ser representada por outro homem que não o pai, na ausência deste.

Quanto às outras, digo, desapareça de vez em quando. Às vezes, vejo meninos pequenos andando sozinhos com o pai (não no meio da rua). O pai na frente com a cara pra cima, todo à toa, bem relaxadão, e o filho atrás, adivinhe fazendo o quê? A mesma coisa! Ponto. É isso. Ele vai aprender muitas coisas necessárias ao seu desenvolvimento e à sua boa inserção no mundo como um ser masculino, observando e copiando o pai, e não a mãe!

Não estou dizendo que você deve desejar ardentemente transformar seu filho em um ogro. Ou, talvez, sim mas, um ogro que respeita as pessoas, em especial as mulheres, que abre as portas para elas, cede o lugar nos assentos, não exige rachar a conta e sabe ser viril quando necessário. Um homem que sabe ocupar seu lugar no mundo com dignidade, sem nada do que se envergonhar. Lembre-se, ser homem não é um defeito. Há homens que se tornaram defeituosos mas isso não é um mal inerente ao gênero. Homens de verdade possuem hombridade: o caráter dos homens viris e respeitáveis. Tudo a seu tempo, cada coisa em seu lugar. Eu admiro homens assim mas não sou capaz de ensinar meu filho a se tornar um. Melhor dizendo, eu poderia tentar ensinar falando a respeito, mas esse é o tipo de coisa que se aprende melhor pelo exemplo.

Então, faça-se um favor e, de hoje em diante, deixe seus meninos a sós uma vez ou outra, fazendo coisas de ogro no meio de outros ogros, e vá ao salão com uma amiga, bater papo e ficar bonita (seu marido agradece! – adendo feito pelo meu 😀 ). É uma boa terapia e, enquanto isso, seu menino vai se tornando um homem ao lado do pai.

 

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Desabafo de mãe

Olá, mamães!

Vou fazer uma pausa no assunto polêmico e desabafar! Que fim de semana!! Sabe aqueles dias perfeitos em que a criança se comporta direitinho, come tudo sem queixa,  dorme nos horários certos, fica super bem humorada,  faz tudo o que você diz e ainda com um sorriso no rosto, os passeios são ótimos e você não passa nenhuma vergonha na frente de estranhos? Pois é. Agora pense no oposto de tudo isso aí … é o retrato do nosso fim de semana!

O pequeno  parece que tirou esses dois dias pra testar a paciência do pai e a minha. Aí, depois de passar a semana inteira trabalhando e ansiando pelo final de semana pra poder ficar perto do sujeitinho e fazer coisas juntos, ele apronta essa. Nós tínhamos um plano mas ele tinha outro!

É incrível como justo nesses dias aparecem até os conselheiros de plantão  (não requisitados), que não te conhecem nem sabem de sua luta, não sabem que você está desde às 6h da manhã labutando com uma criança que está agindo com tolices – na definição de Gary Ezzo é o “desafio franco e intencional”, (EZZO, 2012) diferente da criancice -, e chegam cheios de críticas às suas decisões. E pior: fazem isso na frente do pequeno monstrinho que está tentando te dominar no grito (literalmente)!

E aí?  O que é que faz num dia assim?! Senta e chora?

Comecei a escrever este post no olho do furacão. Agora que estou concluindo ele estamos já no meio da semana. E vou contar o que fizemos. Demos um tempo pra ele e pra nós também. Saímos da rota de colisão,  simples assim. Deixamos nosso fofinho aos cuidados da vovó e fomos bater perna. Espairecer. E sair de cima dele porque já estava sufocante tanta correção e reprimenda antes da metade do dia!

Foi isso. Jogamos a toalha por algumas horas e voltamos prontos pra recomeçar. Ele nem perguntou por nós durante nossa ausência. Mas na hora de dormir fez tanto denguinho e chamego que parecia ter entendido que ele também teve sua parcela de responsabilidade no mal-estar do nosso dia. E repetia “a mamãe ama eu”. E eu confirmava com entusiasmo!

Apesar de todo estresse que envolveu o dia e das inúmeras correções,  o sentimento de ser amado permaneceu. Não se perdeu por causa das repreensões. Todo mundo preferia ter passado o dia de outra forma mas aprendemos com o episódio.

Essas palavras de Ezzo me confortam e encerram este desabafo:

Conflitos com seu infante virão. Todavia, não é uma questão de encontrar o equilíbrio moral entre dois pontos de vista expressos de forma diversa (do pai e do infante), mas sim na educação e na insistência em um modo de vida que tem significado para a mãe (e) o pai[…] EZZO, 2012, pág 86.

Bjos e espero que esse relato tenha feito você se sentir menos só no mundo das surpresas da maternidade.

 

Referências:
EZZO, Gary e BUCKNAM, Robert. Educando Infantes – como criar filhos  de 2 a 3 anos. 1a edição. São Paulo: Universidade da Família, 2012: São Paulo.