De Gênesis a Apocalipse, Educação Domiciliar, Papos Diversos, Parada Literária

Próximo, junto, presente!

Novamente falando sobre o quão relevante é para os filhos a presença dos pais.

Presença de qualidade, prazerosa, intencional. Em meio ao caos do seu dia atarefado, você busca ocasião para estar junto; cria oportunidade; se esforça; sacrifica alguma outra coisa, mas não sua família. Sua família está em primeiro lugar e eles sabem disso. Falo aqui a homens e mulheres – pais e mães. O crescimento profissional é importante, o sustento material da família é necessário, porém, equilíbrio em tudo o que fazemos é o pulo do gato! Tudo de mais é sobra. Se você trabalha tanto, para dar “o melhor” à sua família, que não tem tempo para ficar com sua família, do que adianta? Principalmente no que diz respeito às crianças. Elas não se importam com a maioria das coisas materiais que nós, adultos, julgamos serem tão necessárias para elas. Com certeza, se pudessem, algumas delas diriam: “Tudo bem, prefiro continuar com a velha TV da sala e ter você (pai ou mãe) duas horas mais cedo em casa todos os dias.” Quando ainda são menores tenho certeza que isso se aplica na maioria (senão em todos) dos casos. Quando já têm um pouco mais de idade,  a partir dos 5 ou 6 anos, creio eu, isso depende de como ela passou a primeira infância: bastante tempo com os pais ou com as coisas dadas pelos pais? Se for a última opção, provavelmente teremos nas mãos um adolescente exigente, frio e distante para termos de lidar. Não estou dizendo que coisas não devem ser dadas, ou adquiridas. Digo que se o custo para se obter tais coisas for passar mais tempo longe da família, trabalhando mais, para poder pagar por elas, não vale a pena.

Veja este trecho do magnífico livro Educando Meninos, de James Dobson, que fala mais a respeito:

Quando a hostilidade e a rebelião começam a aparecer, como você impede seus filhos (e filhas) de explodirem e fazerem algo idiota? Já tratei desse assunto em outros livros, mas quero oferecer uma descoberta que não havia compartilhado antes. Um Estudo de Saúde pesquisou 11.572 adolescentes para determinar quais os fatores mais úteis para a prevenção do comportamento negativo, tal como violência, suicídio, uso de drogas, comportamento sexual precoce e gravidez na adolescência.
Estes foram os resultados da pesquisa: A presença dos pais é muito positiva em quatro momentos críticos do dia — de manhã, depois da escola, na hora do jantar e na hora de dormir. Quando esse contato regular é combinado com outras atividades compartilhadas entre pais e filhos, um resultado altamente positivo é obtido. Os pesquisadores observaram também que os adolescentes que tinham um sentimento de ligação com os pais (sentimentos de calor, amor e cuidado) tinham menos probabilidade de se envolverem em comportamentos prejudiciais.

Alguns de meus leitores talvez perguntem: “Como posso estar com meu adolescente de manhã, à tarde e à noite? Tenho muito trabalho a fazer”. Na verdade, você tem simplesmente de decidir o que é mais importante para você a esta altura. Não vai ser tão importante daqui a alguns anos, mas sua disponibilidade agora pode fazer a diferença para seu filho entre sobreviver ou pular do penhasco.
Meus pais tiveram de enfrentar essa escolha difícil quando eu tinha 16 anos. Meu pai era um evangelista que viajava a maior parte do tempo, enquanto minha mãe ficava em casa comigo. Durante a adolescência, comecei a ficar implicante com minha mãe. Nunca cheguei à rebelião total, mas estava definitivamente namorando a possibilidade. Nunca esquecerei a noite em que minha mãe telefonou para meu pai. Eu estava escutando quando ela disse: “Preciso de você”. Para minha surpresa, meu pai cancelou imediatamente uma lista de quatro anos de reuniões, vendeu nossa casa e mudamos para o sul. Assumiu ali um pastorado para poder ficar comigo até que terminasse a escola secundária. Aquele foi um enorme sacrifício para ele, do qual nunca se recuperou profissionalmente. Mas ele e minha mãe sentiram que meu bem-estar era mais importante do que as suas responsabilidades imediatas. Meu pai ficou em casa comigo durante aqueles anos difíceis quando eu poderia ter entrado em sérias dificuldades. Quando falo com reverência de meus pais hoje, como costumo fazer, uma das razões é por terem dado prioridade a mim quando eu estava escorregando para perto da beirada. Você faria o mesmo pelo seu adolescente? Você talvez não seja chamado para fazer uma mudança assim radical em seu estilo de vida. A solução é, às vezes, muito mais simples, segundo um estudo conduzido pelo dr. Blake Bowden, do Hospital Infantil de Cincinnati. Ele e seus colegas pesquisaram 527 adolescentes para saber que características de família e de estilo de vida estavam relacionadas com a saúde e o ajuste mental. O que eles, mais uma vez, observaram foi que os adolescentes cujos pais jantavam com eles cinco vezes por semana ou mais tinham menos probabilidade de usarem drogas, ficarem deprimidos ou terem problemas com a lei. Tinham também mais probabilidade de
se saírem bem na escola e de serem cercados por um círculo de amigos que serviam de apoio. O benefício foi visto até para as famílias que não comiam juntas em casa. Os que se reuniam em restaurantes fast-food tiveram os mesmos resultados. Em contraste, os adolescentes mais desajustados tinham pais que só comiam com eles três noites ou menos por semana.”

Caros amigos, quero deixar claro que em nenhum momento ignoro o fato de que o Dr. Dobson fala a partir da perspectiva da sociedade norte americana, à qual também se referem as pesquisas que lhe servem de apoio. Porém, o que acho importante destacar – e por isso considero que esta leitura vale a pena, também, para nós – é a realidade de que precisamos ser pais presentes, e isso é verdadeiro em qualquer sociedade. Este é um aspecto. O outro, é que talvez tenhamos de fazer o esforço de encontrar soluções que sejam mais adequadas à nossa realidade, mas precisamos fazê-lo. O alerta que fazem ecoar estes e outros estudos é que nossas crianças e nossos jovens tendem a enfrentar grandes problemas para os quais,  nós,  pais, somos a melhor solução, ou, até mesmo, a prevenção. E a única coisa que temos que fazer é estar presente!

Fica o convite para nossa reflexão.

Até a próxima!

 

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1 – DOBSON, James C. Educando meninos [livro eletrônico] / James Dobson; traduzido por Neyd Siqueira. — São Paulo:Mundo Cristão, 2013, pág 84 e 85.

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Mães de volta ao lar II

Colegas mamães,

 

Espero que o post anterior não tenha deixado muitas de vocês de cabelo em pé e nem chateadas comigo. Até porque este aqui é uma oportunidade muito melhor pra isso rs. Mas dessa vez não virei sozinha! O prometido texto do livro Educando Meninos¹, do dr. James Dobson, é quem vai falar tudo. Na verdade, não tenho mesmo nada a acrescentar – ele é completo, profundo, direto e detalhado. É um trecho grande para citar mas achei impossível retirar qualquer coisa dele sem prejudicar a essência. É tudo tão importante de ser ouvido por nós! Sem mais delongas, com a palavra dr. James Dobson.

“Em vista da natureza delicada das crianças pequenas, é talvez compreensível por que eu continuo firmemente contrário à colocação delas nas creches, a não ser que não haja alternativa. Pode até parecer que as crianças estão lidando adequadamente com uma série de babás temporárias, mas elas foram destinadas a ligar-se emocionalmente com a mãe e o pai e desenvolver-se com segurança na proteção de seus braços. Essa crença foi raramente desafiada durante cinco mil anos, mas muitas mulheres hoje acham que não têm escolha além de voltar ao trabalho o mais depressa possível depois de dar à luz. Se você é uma delas, deixe-me dizer respeitosa e compassivamente que compreendo as pressões financeiras e emocionais que você enfrenta. Mas, para as mães recentes que têm outras opções, eu recomendaria enfaticamente que não entreguem seus bebês para as creches, muitas das quais têm funcionárias que ganham pouco e não possuem suficiente treinamento. Elas também não compartilham sua dedicação irracional a essa criança.
Minha opinião sobre este assunto é comprovada. O Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano conduziu o estudo mais abrangente sobre este tema feito até hoje. Mais de 1.100 mães e crianças em dez dos principais centros de cuidados nos Estados Unidos foram avaliadas quando as crianças tinham 6, 15, 24 e 36 meses. Os resultados preliminares foram publicados no jornal USA Today, como segue:
As mulheres que trabalham se preocupam em deixar seus filhos pequenos aos cuidados de outras pessoas, com medo de prejudicar o relacionamento entre eles. Notícias do governo federal confirmam que têm razão em preocupar-se. Quanto mais horas a criança fica com outros nos três primeiros anos de vida, a tendência é de uma interação menos positiva entre mãe e filho.
As descobertas preliminares confirmam que deixar uma criança muito pequena numa creche significa menos envolvimento sensível entre mãe e filho. A criança tende também a reagir menos positivamente à mãe. Em outras palavras, o elo entre mãe e filho é um tanto afetado pela experiência, especialmente quando a natureza da mãe inclina-se para a insensibilidade.
Esses dados foram expedidos quando o estudo não estava ainda completo. Ao ser concluído em 2001, os pesquisadores anunciaram descobertas ainda mais perturbadoras. Eles disseram que as crianças que passavam a maior parte do tempo nas creches tinham três vezes mais probabilidades de apresentar problemas comportamentais no jardim de infância do que as cuidadas principalmente pelas mães. Esses resultados foram baseados em avaliações das crianças pelas mães, pelas pessoas que cuidavam delas e pelas professoras do jardim de infância. Havia uma correlação direta entre o tempo passado na creche e atitudes como agressão, rebeldia e desobediência. Quanto mais tempo passado nesses ambientes fora de casa, tanto maiores os problemas comportamentais. O dr. Jay Belsky, um dos principais investigadores do estudo, disse que as crianças que passam mais de trinta horas por semana em creches ‘são mais exigentes, insubmissas e agressivas. Elas tiveram mais pontos em relação a: participar de mais brigas, crueldade, provocação, mesquinharia, assim como falar demais, exigir que suas demandas sejam imediatamente satisfeitas’.
Depois da publicação deste estudo, houve grita das comunidades liberais, que afirmam há anos que as crianças dos centros de cuidados infantis vicejam melhor.
Elas atacaram a metodologia do estudo e consideraram inválidas as suas descobertas. Outras exigiram mais dinheiro federal para programas de qualidade para as creches. Não há dúvida de que melhores opções são necessárias para os pais que precisam depender das creches. Todavia, tenho uma ideia melhor. Por que não reduzir os impostos sobre os pais, a fim de que as mães possam fazer o que a maioria delas deseja desesperadamente — ficar em casa com os filhos?”

Eu também tenho idéias melhores, como pagar decentemente o salário de um trabalhador para que não sejam necessárias duas (três, quatro…) rendas numa casa a fim de que se possa sobreviver com dignidade! Mas isso também é outro assunto.

Na continuação deste tema vamos falar com mais detalhes sobre formas de reduzir  as despesas e, também, de auferir renda sem sair de casa ou saindo o mínimo possível. Vou postar minhas sugestões e resultados de pesquisas e também quero ouvir vocês.

Até lá!

Bjos!

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1 – DOBSON, James C. Educando Meninos [livro eletrônico]. São Paulo: Mundo Cristão, 2013, pags 80 e 81.