De Gênesis a Apocalipse, Mãe Esposa, Reflexão do Dia

Homem com H

Lembram daquele texto da Marta Medeiros, intitulado “O mulherão”? Estava aqui pensando que se houvesse uma versão masculina do Mulherão ele seria mais ou menos assim:

Homem com H!

Homem com H é aquele que se levanta de madrugada junto com a mulher para ajudar com o bebê;

É o que deixa seu prato esfriando na mesa do fast food e vai comprar a comida da esposa que está sentada, com o bebê dormindo no colo;

É aquele que levanta cedo de manhã, junto com a mulher, pra ajudar a preparar as coisas antes de sair para o trabalho;

Se encarrega dos filhos e do que mais for preciso pelo tempo necessário para a mulher se isolar e colocar ideias e planos no papel.

Homem com H, macho mesmo, sufoca suas necessidades em compreensão ao sono, cansaço e estresse da esposa (não vale abusar deles);

Continua amando e desejando a mulher, mesmo depois de uns anos e quilos a mais;

Não deprecia, não faz piada torpe, antes, valoriza a mulher que tem;

Ajuda a esposa nas tarefas da casa sem se sentir diminuído por isso.

Homem com H não tem medo de ser perseguido pelos amigos por não ficar nas rodinhas “masculinas” dissecando as colegas de trabalho (esse é macho!);

Chega em casa cansado do trabalho e vai brincar com o filho no chão da sala;

Pede opinião da esposa antes de tomar decisões importantes e não tem medo de ser taxado de “dominado”, porque sabe que boas relações são construídas de companheirismo, confiança e cumplicidade;

Reconhece o valor da mulher ao seu lado e não tem vergonha de falar disso pra quem quiser ouvir.

Homem com H reconhece que a mulher é mais frágil em alguns aspectos, mas não inferior;

Não despreza as diferenças entre os gêneros, antes, aprecia-as e trata sua esposa com a honra que é devida;

Não se utiliza da comissão bíblica para a liderança como pretexto para fazer imposições injustas e exercer tirania sobre a mulher e os filhos;

Em suma, aceita e assume com honra seu papel na família, sabendo que é inteiramente responsável pela família que Deus lhe deu e que a Ele dará contas.

Envie aos homens com H que você conhece e às mulheres também, para que elas saibam reconhecê-los.

Bjos e até a próxima!

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Mãe Esposa, Parada Literária, Reflexão do Dia

Compreendendo as relações e agindo com inteligência

Em uma relação doente, frequentemente não há um santo e um carrasco. A vítima alimenta o predador. (…) Diferenças de personalidade não são motivo para confrontos, podem até dar sabor à relação, a não ser que se perca a admiração. Você só terá problemas com as diferenças de seu cônjuge se não for capaz de aceitá-las ou, no mínimo, respeitá-las. É possível viver bem com pessoas muito diferentes de nós? Sim! É só não querer que o outro seja a sua imagem e semelhança. (…)

Um dos testes de uma mulher inteligente não é apoiar quem acertou ou aplaudir quem brilhou, mas dar o ombro para quem falhou. Você apoia quem falha? Ou denúncia os erros dele?

Dentre todas as chagas de uma relação, nada é tão grave como perder a admiração pelo outro, e nada é mais perturbador do que ofendê-lo diante dos outros. Um casal inteligente e saudável deveria sempre corrigir um ao outro em particular e se elogiar em público, e nunca o contrário. (…)

Alguns atiram pedras com palavras, outros com sua indiferença. Mas uma mulher madura não diz: “Ele precisa mudar para eu melhorar”; e sim: “Eu preciso melhorar para ele mudar”. Traz a responsabilidade para si. E você, é capaz de trazer a responsabilidade para si? Talvez você não sinta a necessidade, mas quem de fato não precisa? Quem não tem rotas para corrigir? (…)

Não estou propondo que você conserte o passado, mas reedite o presente, reconstrua o futuro.

Leia mais sobre este assunto:

Fazendo os ajustes necessários no casamento

Reflexão de uma mãe amiga sobre a importância da unidade familiar

Mãe esposa

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CURY, Augusto. Mulheres inteligentes, relações saudáveis. São Paulo: Editora Academia de Inteligência, 2011, 4a edição, pgs 68-71.

De Gênesis a Apocalipse, Mãe Esposa, Papos Diversos

Porque Mãe Esposa

Olá, mamães!

Talvez você tenha se perguntado o porquê da categoria Mãe Esposa neste blog. E por que temos tantos textos falando sobre relacionamento conjugal. Bem, se você realmente ficou intrigada com estas questões é porque precisa mesmo refletir sobre os temas tratados aqui. O fato é que é muito fácil para uma mãe imbuída de todos os seus afazeres maternos esquecer que é, também, uma esposa. É triste, mas é fácil esquecer o companheiro da nossa mocidade, do nosso tempo de ainda-não-mãe.

Sim, porque as exigências da nova vida de mãe são exaustivas, as mudanças são tremendas, o descontrole hormonal absurdo, e nossa cabeça, uau….ela vai de 0 a 180km em minutos! Então, quando você tem um lindo e exigente bebê clamando por você o dia inteiro – e a noite também – aquele parceiro, antes charmoso e galante, se torna, rapidamente, força de trabalho adicional, ajudante, suporte, socorro e todos os outros adjetivos utilitários semelhantes que você imaginar. É isso mesmo! A gente esquece que tem marido para dar atenção, para fazer mimo, para cuidar. Durante o primeiro momento (que varia de tempo para cada mulher e para cada situação) é natural que seja assim. O final da gestação, o parto e a recente maternidade são avalanches na vida de quase toda mulher (como já disse antes, há algumas que tiram de letra). Precisamos mesmo de apoio. Mas o grande – e mais comum do que pensamos – perigo é que essa fase não acabe nunca e isso se torne uma constante na vida do casal; se torne o modus operandi natural do casamento. Isso é assassinato da relação conjugal! Não se pode viver assim por muito tempo porque as relações precisam ser nutridas com atenção, carinho, cuidados etc. Todas essas coisas que antes existiam (ou deviam existir) aos montes e, hoje, parecem só estar presentes na nossa relação com o bebê, que, às vezes, nem é mais tão bebê!

Onde isso pode nos levar? Com o que sempre sonhamos? Casamento, companheirismo, amor, romance, afeto, segurança emocional, família…opa! Aqui começam as sinalizações de alerta na estrada. Família se inicia desde que a gente casa: só o marido e a esposa. Daí para frente o que ocorre é ampliação dela com a chegada dos filhos. Mas, embora já houvesse uma família desde o casamento, é só quando os filhos chegam que esta noção ganha cores mais vivas. Agora, vejamos: marido, mulher, filhos = família. Todos estão presentes na equação. É assim que a família funciona bem. Mas, no dia a dia, às vezes, só a mulher – que agora se chama mãe – e os filhos, parecem atuar como partes integrantes e indispensáveis da família, deixando os cuidados com o matrimônio – embrião da sonhada família – cada vez mais distantes.

Não há como negar que filhos fazem o coração e a mente das mães gravitarem em torno deles. Muito mais do que os dos pais. Daí porque os homens que se tornam pais são apenas (sem qualquer tom de menosprezo) homens que se tornaram pais! Ao passo que as mulheres, por sua vez, viram mães! Viram mesmo! Quero dizer naquele sentido de se transformar em outra coisa, tipo entrando numa cabine telefônica e saindo de lá com capa esvoaçante e máscara, pronta para caçar os vilões da cidade! Ou, menos um pouco: só os vilões mais próximos de suas crias.

E onde raios, com tudo isso, vai se parar a Mulher? A Esposa? A Namorada? Depois de ter me transformado numa mãe, eu mesma senti falta de minha, digamos, esposice – assim que tive condições de me dar conta disso! Aqueles dias de correr para porta e recebê-lo perfumada, com beijos e abraços (lembram daquele marido sonhador?), viajaram para terras longínquas e nunca mais deram notícia! Mas graças a Deus por Ele ter me abençoado com um marido tão amável, dócil, parceiro, compreensivo e paciente (você não imagina o quanto)! E graças a Deus, também, por Ele ter me feito enxergar a tempo que o “eu esposa” estava ficando muito ausente e deixando meu precioso marido solitário.

Ah, e caso você ainda não tenha captado, é aí que entra a mãe esposa, porque, quando a heroína se recusa a, de tempos em tempos, tirar a capa e a máscara para voltar a ser apenas a esposa, a sonhada família corre riscos. E é para falar sobre isso que este canal foi criado aqui. Por esta e outras histórias surgiu o canal Mãe Esposa num blog sobre as aventuras e descobertas da maternidade. Afinal, a esposa não deixou de existir, ela apenas agregou uma nova função. Pense em você como um bombom sonho de valsa. Aquela grossa e deliciosa camada de chocolate é a capa da maternidade – é o você-mãe. E aquele bombom suculento, escondido lá dentro, é o você-esposa. E porque eu sei o quanto é difícil para esse pequeno bombom vencer a grossa cama de chocolate que o envolve absolutamente, deixo para você um souvenir da nossa amiga Erin MacPherson e espero te ajudar a atravessar esses dias onde tudo está de cabeça para baixo:

Descanso para a mãe ¹

Para quando estiver orando por seu casamento

“Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu; ele descansa entre os lírios.” (Cântico dos Cânticos 6:3)

Deus pai, pertenço a meu marido, e ele pertence a mim; e ainda assim muitos dias ignoramos um ao outro, deixando nosso relacionamento em banho-maria para que cuidemos de coisas menos importantes. Por favor, Senhor, ajude-me a tornar meu marido uma prioridade de modo que nós dois possamos andar confiantes no fato de que tu criaste nosso relacionamento para um propósito. Renova nosso amor um pelo outro e une-nos para que possamos vencer as lutas que enfrentamos. Amém.

Agora, seja esperta e ajude seu marido a encontrar o bombom em vez de ficar só comendo a cobertura de chocolate.

No próximo post teremos mais notícias de Erin sobre este assunto e, acreditem, vai ajudar muito!

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1 – MACPHERSON, Erin. Guia Definitivo da Mãe Cristã 3: Tudo o que você precisa saber sobre a idade das descobertas / Erin MacPherson; tradução Markus Hediger. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2014, pg 232.